A Vida em Preto e
Branco
Qual
é o Verdadeiro Sentido
da Vida? Creio que
essa é uma das perguntas
mais questionadas na
humanidade e que na
verdade ninguém sabe
qual é esse “”sentido,
se é que exista um
sentido exato. Se eu
soubesse o sentido, não
diria a ninguém, pois
gostaria de chegar lá
antes de todo mundo.
Muitos dizem que na vida
temos que andar sempre à
frente, mas isso é algo
questionável, e se esse
“sempre à frente” for o
sentido contrário?
Estamos nos
autodestruindo, não
somos capazes de regular
o ecossistema que é a
única forma de garantir
a nossa vida longa aqui
na Terra. Somos
incapazes de conter o
desmatamento da Amazônia
e o Aquecimento Global e
de tempos em tempos uma
nova profecia de
Nostradamus - que
anuncia o fim do Mundo -
ganha espaço da mídia. O
“Fim do Mundo” está
iminente? Viveremos para
ver esse fim? Se o fim
está mesmo próximo,
essas preocupações são
secundaria, pois ninguém
sobreviverá e ele.
Talvez, num passado
remoto, alguma
civilização estava no
“verdadeiro sentido” da
vida e essa civilização
chegou lá, em algum
lugar onde esse sentido
nos leva, no lugar para
onde todos pensam que
caminham e nunca chegam.
Essa civilização,
acostumada com a vida
nômade que estavam
levando durante
gerações, continuou sua
jornada, buscando por
outros sentidos de vida,
pegando o caminho
inverso ou diagonal ao
antes percorrido e de lá
para cá, toda a
humanidade caminha
desenfreadamente para a
destruição, por um
caminho qualquer que não
nos leva as respostas
que tanto buscamos. Tudo
porque a humanidade se
habituou a vida nômade.
Acredito que o homem
caminha firme até a sua
auto-aniquilação, alguns
se darão conta do fim e
rapidamente se voltarão
para o caminho
contrário, esses
ganharão apenas um
fôlego de vida, mas o
fim já estará marcado.
Às vezes duvido se
existe um significado
para tudo o que estamos
vivendo na Terra. Talvez
essas dúvidas existam
por conta da destruição
dos signos que serviriam
para reger nossas vidas.
A ciência evolui numa
velocidade tão grande a
ponto de termos que
apertar o nosso passo
para acompanhá-la, mas
tudo isso a troco de
que? Vemos o homem
desenfreadamente
procurando um elixir da
longa vida, ninguém quer
deixar esse mundo,
talvez isso seja uma
fuga, o desconhecido é
aterrorizante e nenhum
de nos sabemos com
certeza o que
encontraremos depois da
vida. E se a morte for o
sentido da vida? Se sim,
fugimos durante toda a
vida de algo que nos
completaria. Na morte,
espero encontrar
respostas para perguntas
que fiz/faço e/ou farei
e se elas não forem
plausíveis, não
responderei pelos meus
atos, seja qual for o
lugar que eu estiver.
Por muito tempo, busquei
responder tais perguntas
nas religiões, que por
sua vez não me
responderam, foram
superficiais em suas
respostas.
Não acredito que um
criador criou a homem e
deu a ele o livro
arbítrio a fim de buscar
por verdadeiros
adoradores e que os
verdadeiros adoradores
herdarão o reino dos
céus e aqueles que se
recusarem a adorar o
criador padecerá no
inferno. Toda essa
história entra em
conflito com a
onisciência, onipotência
e onipresença. Se Deus
sabe de todas as coisas
(passado, presente e
futuro), tem todo o
poder e está em todo
lugar, quando ele criou
o homem ele sabia quem
seria os seus
verdadeiros adoradores e
quem caminharia para o
inferno, com base nisso:
Onde fica o nosso livre
arbítrio? Pelo fato de
sermos pré-destinados
por Deus, não existem
verdadeiros adoradores,
tais seres já foram
criados com esse
intuito. Parei com a
religião quando me dei
conta que o livre
arbítrio vai contra a
onisciência, onipresença
e onipotência de Deus.
Religião é uma ótima
fuga para quem não
consegue significar sua
vida e não convive bem
com algumas respostas,
pois nela, quando nos as
encontramos, nos
firmamos que existem
conhecimentos que só
pertence a Deus.
Por Marcos Freitas
www.omegahitz.com.br/passageiro
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Depressão: O Mal da
Era Moderna
Sabe
quando bate aquela
“depresãozinha” e da uma
vontade de ficar
sozinho, sem falar com
ninguém? Então, esses
momentos são ótimos para
reflexões, para
reavaliar quem nos
somos, queremos ser e o
que projetamos para o
futuro. São instantes
mágicos e o
pós-depressão é seguido
de muita atitude e
renovo. O problema é
quando esse instante
vira uma constante e
essa “depresãozinha” se
acentua e torna-se um
problema patológico.
Nesses casos, a rápida
percepção de quem rodeia
o individuo, bem como
familiares e amigos, é
fundamental para o apoio
ao mesmo.
O estado de depressão,
que de certa forma é até
positivo para reflexões,
é uma estado natural do
ser humano, como
indivíduos, temos
alterações de humor e
ficamos triste, alegres,
deprimidos ou apáticos,
tudo de acordo com o que
estamos vivendo, com a
fase de nossas vidas. O
individuo deprimido não
tem alteração alguma de
humor, faça sol ou faça
chuva, ele está
deprimido e para sair
dessa situação ele
precisa da ajuda de um
profissional.
A depressão é causada
por uma falha nos
neurotransmissores, que
são os agentes químicos
que levam a informação
de um neurônio para
outro. Os neurônios, ao
contrário do que se
imagina, não estão
unidos uns aos outros
como as demais células
do corpo. Eles possuem
um espaço entre eles que
precisa ser preenchido
por substâncias que
tenham a capacidade de
transmitir a informação
para que ela cheque até
o próximo neurônio e
assim circular no
sistema nervoso e fazer
contato com o cérebro.
O desencadeamento da
depressão vem por
intermédio de não
reconhecimento ou pela
falta dos papeis
sociais. Os papeis
sociais nada mais é do
que a nossa
representatividade no
mundo. Na nossa vida,
desempenhamos vários
papeis sociais, como por
exemplo: o papel
materno/paterno, os
fraternais e os papeis
de vida social e
profissional. Esses
papeis são os nossos
guias, dizem quem somos
no mundo e quando não os
temos, passamos a não
ter representatividade
alguma. Sempre frisar a
importância de um
querido, o apreço que
temos por familiares e
amigos e gratificar quem
nos rodeia, pode salvar
uma pessoa da depressão.
Por Marcos Freitas
www.omegahitz.com.br/passageiro
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Amor: O Signo da Vida
Quando
eu era criança,
acreditava que o amor
era o grande signo da
vida e que tudo era
possível quando não
estamos sozinhos.
Sonhava em encontrar
alguém para dividir
minha vida por inteiro,
nunca pensei numa pessoa
encantada, nos meus
sonhos, a pessoa que
estava ao meu lado,
dando significado a
minha vida, era alguém
comum, de fácil alcance
dentre as mais de seis
bilhões de pessoas que
temos no mundo. O tempo
passou e eu fiquei a
procurar por alguém
especial, durante esse
tempo todo varias
pessoas passaram pela
minha vida, porém
desempenharam papeis
minoritários, julgo que
se não houve nada
“além”, é porque na
verdade eram apenas
pessoas com algumas
afinidades em comum.
Pior do que não amar e
não ser amado é amar e
não ser amado. Amar
sozinho não está nos
planos de ninguém,
sempre sonhamos com um
amor compassado, no
ritmo certo da vida, mas
nem sempre é o que
encontramos na vida
real, fora da plataforma
dos sonhos afetivos.
Dizem que durante uma
vida inteira encontramos
em média duas pessoas
pela qual seriamos
capazes de dar nossa
vida por elas, essas
estimativas são
camufladas por conta do
próprio comportamento
humano. Estamos vivendo
a era da velocidade,
onde os jornais são
banalizados pelos sites
de noticias atualizados
em tempo real. Essa
velocidade da vida, esse
desenrolar dos fatos
afeta a nossa forma de
nos relacionarmos,
muitas das vezes, por
conta da velocidade dos
acontecimentos na era
digital, deixamos passar
batido um alguém que
mudaria por completo a
nossa vida, que dariam
os significados que
tanto almejamos.
Por alguns momentos,
para ser mais exato, por
alguns anos, acreditei
ter encontrado “a
pessoa” que me ajudaria
a significar a minha
vida e de fato
encontrei, mas não para
sempre como idealizava,
encontrei por apenas
seis anos. Foram seis
anos sentido o perfume
das rosas e o encravar
dos espinhos, com a vida
sempre fui realista e
nunca esperei apenas
pelos bons momentos,
aliás, acredito que os
maus sãos mais
freqüentes e necessários
que os bons momentos e
por isso que julgo ser
indispensável uma vida a
dois, pois, na dor, o
sofrimento é dividido.
Hoje, vivencio meus
momentos sozinho,
confesso que as alegrias
encontram-se bem
próximas da apatia e as
tristezas ficam bem ao
lado do desespero. As
conquistas não têm o
mesmo sabor quando não
são compartilhadas,
divididas e vivenciadas
com outra pessoa.
Semana
passada, fui ao
casamento de uma amiga.
Ela estava deslumbrante,
vestido branco, buquê
vermelho, daminhas e
pajens e festa de
arromba. Na cerimônia,
cochichei com a minha
mãe: “Isso não passa de
um teatro, se eles não
estiverem dispostos a
levar uma vida a dois,
todo esse juramento não
vale nada”. Acho
extremista quando o
padre questiona se ambos
ficaram um ao lado do
outro até que a morte os
separe, sabemos que isso
não existe e que se não
houver a criação e
manutenção de mecanismos
que levam ambos a
alimentarem o prazer de
estar junto, esse “pra
sempre” não durará
muitos anos. Na ocasião
do casamento, lembrei-me
do matrimonio de uma
amiga que foi realizado
na mesmo igreja e no
qual eu fui um dos
padrinhos, além de
padrinho, conduzi a
noiva até a igreja.
Quando cheguei à porta
da igreja matriz eu
brinquei e perguntei a
minha amiga: “Ainda dá
tempo de mudar de idéia,
se você quiser, arranco
com o carro e tiro você
daqui”. Minha amiga
sorriu e disse que não
era necessário, hoje,
essa amiga me ligou e
disse com uma voz
tristonha que teria sido
muito melhor se ela
tivesse pedido para eu
arrancar com o carro e
tira-la dali. Fiquei
triste com a declaração,
fui testemunha dessa
união e faço votos que
ela dure.
Um dos grandes equívocos
que cometemos no que
tange os relacionamentos
afetivos, é imaginar que
o amor é uma ciência
exata e tentar
desesperadamente
resolver a equação “eu =
a você”. As pessoas são
diferentes, reconhecer
essas diferenças e
aceita-las é um grande
passo no percurso de um
relacionamento
duradouro. Orgulho,
individualismo e falta
de dialogo minam
qualquer relacionamento,
quando estamos com
alguém, muitas das vezes
temos que ceder, pedir
desculpas, dizer que
sente muito e que não
seria a mesma coisa sem
você. Quando somos
amados, sentimos, mas às
vezes precisamos ouvir
com todas as letras um
forte e entonado “eu te
amo”, ser companheiro e
dizer o que sente são
ações imprescindíveis
para fazer valer todos
os dias as juras feitas
nos momentos movidos
pela paixão.
Por Marcos Freitas
www.omegahitz.com.br/passageiro
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Dia
Mundial da Luta contra
AIDS
Desde
1981, quando começaram
os surtos de duas
doenças raras entre
jovens homossexuais
masculinos nos EUA, e
mais tarde em 1984,
quando descobriram que
tais surtos se tratavam
do HIV (Vírus da
Imunodeficiência
Humana), uma doença que
destrói o sistema
imunológico do
indivíduo, o Mundo nunca
mais foi o mesmo. As
doenças raras se
tratavam da pneumocisti
carinii, uma forma de
pneumonia, e um câncer,
o sarcoma de Kaposi que
normalmente infectavam
homens mais velhos,
ambas as doenças eram
desenvolvidas por conta
da infecção ao HIV. Em
1985, cientistas
conseguiram desenvolvem
um teste para
diagnosticar a infecção
pelo HIV.
Quando criança, fiquei
vulnerável ao vírus por
conta de uma transfusão
de sangue que fui
submetido, foi em 1983,
no "boom" da infeção.
Naquela época pouco se
falava da nova doença, a
sociedade médica pouco
sabia das sua causas e
conseqüências, tudo era
obscuro, incerto. Messes
depois, o governo
solicitou que as pessoas
que foram submetidas à
transfusão de sangue
realizassem os exames de
detecção ao HIV, para a
minha sorte, o meu deu
negativo e não fiquei
entre as primeiras
vitimas de HIV no
Brasil, vitimas que
tiveram suas vidas
ceifadas. Mas a
apreensão da sociedade
não cessou com a
descoberta do exame,
pois mesmo depois de 85,
muitas pessoas
continuaram sendo
infectadas por
intermédio da transfusão
de sangue.
Uma amiga da minha mãe,
evangélica, e que
provavelmente só teve um
homem em toda a sua
vida, foi vítima do HIV.
Em sua segunda
maternidade, ela
necessitou fazer uma
transfusão. Algum tempo
se passou, e ela começou
a perder peso
rapidamente, ela até
ficou feliz, pois
precisava emagrecer, mas
começou a se preocupar
quando começou a ficar
muito abaixo do seu
peso. Ela procurou um
médico, e foi
diagnosticado que ela
tinha HIV. Tempos depois
ela faleceu, o caixão
foi lacrado. Ela deixou
três filhos e o marido.
Dos quatro, apenas o
filho mais velho não
estava contaminado com o
vírus. O marido foi para
Minas, o escândalo foi
muito grande e a
convivência deles na
sociedade tornou-se
impossível. Imaginem:
Nos anos 80 as pessoas
imaginavam que HIV se
pegava com o toque.
Com o avanço da
medicina, houve uma
melhoria na sobrevida
das pessoas que vivem
com a AIDS. Estima-se
que há 630 mil
infectados no Brasil e
que 230 mil pessoas não
sabem da infecção. Em
1980 existiam 15 homens
para cada mulher
infectada, hoje essa
estimativa está em 15
homens para 10 mulheres,
esse fenômeno pode ser
explicado pela maior
independência da mulher
em relação ao homem, a
conquista ao mercado de
trabalho e a luta do
movimento feminista para
a liberdade sexual.
Tenho amigos que
convivem com o HIV.
Apesar de todos os
avanços da medicina,
sabemos que o coquetel
de medicamentos é uma
tortura para os que têm
que conviver o mesmo.
Espero ver um dia a cura
da AIDS, mas, antes
disso, espero ver uma
sociedade consciente,
uma sociedade que não
troca a sua integridade
física por alguns
momentos de prazer sem
camisinha num sexo
casual. Espero que o dia
de hoje seja de
reflexão, e que a
sociedade consiga
evoluir na grande luta
contra a AIDS.
Por Marcos Freitas
www.omegahitz.com.br/passageiro
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E-Dub

Na viagem que fiz para
Piracicaba, tive a
oportunidade de conhecer
a E-Dub, melhor boate
gay da região de
Piracicaba. Vários
convites já haviam sidos
feitos para conhecer a
boate através do Pedro
Pitanga da Ômega Hitz e
ele sempre argumentava
que a balada era tudo de
bom e que eu precisava
conhecer. Vontade não
faltava... Quando surgiu
a possibilidade de
participar do Seminário
de Políticas Públicas e
da Parada Gay de
Piracicaba, entrei logo
em contato com o Pedro
para constatar se ele
estaria na E-Dub, ele
disse que sim e para
melhorar ainda mais a
noite, o Leo Granieri
também estaria na
balada, achei luxo.
Fui a balada no sábado
passado (07/11), além da
programação normal,
houve uma festa
pré-parada na boate. O
Léo estava hospedado no
mesmo hotel que eu,
marquei de irmos juntos.
A entrada da balada
estava movimentada e a
rádio Ômega Hitz estava
com a sua unidade móvel,
sob o comando do locutor
Molina, que também
participou de toda a
programação do
seminário. A drag Theo
era a hostess da balada,
a Dimmy Kieer também
compareceu a balada,
elas, juntamente com o
Léo, fizeram uma farra
generalizada ao vivo na
rádio Ômega Hitz
cantando “I’m a Single
Ladies” da Beyoncé, foi
inevitável não mergulhar
os meus pensamentos em
São Paulo e/ou a quem
ficou em São Paulo.
A casa tem uma
mega-estrutura, pista,
bares, camarotes e um
espaçoso lounge, o
sistema de ventilação da
casa é o ponto forte, a
pista principal é toda
equipada de um sistema
de ventilação no chão, é
impossível passar calor
na E-Dub. A cartela de
bebida incluía a tão
apreciada tequila, mas
não fiquei motivado em
tomar tequila sozinho,
tomei vários drinks
chamado “Green”,
caipirinhas e um drink
que levava o nome de
casa, uma batida de
pêssego. Não preciso
dizer que fiquei super
simpático.
Saímos da casa por volta
das 7 da manhã com a
pista super animada, o
DJ Davis Dee, que tive a
oportunidade de conhecer
na Parada Gay, confessou
que comanda o som até o
ultimo cliente sair da
pista, em São Paulo,
cansei de sair das
baladas ao som das
vassouras da equipe de
limpeza. Sou assim
mesmo, difícil de sair,
mas quando saio, tenho
que me divertir até não
agüentar mais. Pretendo
voltar na E-Dub em
outras ocasiões e da
próxima vez acompanhado
para virar algumas
tequilas e potencializar
a curtição.
Por Marcos Freitas
www.omegahitz.com.br/passageiro
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Preconceito: cada um tem
o seu!
Ontem,
assisti o polemico
documentário “Olhos
Azuis”, idealizado pela
americana Jane Elliot,
uma mulher branca, de
coragem e que enfrentou
o preconceito racial da
sociedade americana dos
anos 60. Elliot era
professora primaria e
para mostrar aos seus
alunos brancos como as
outras crianças que não
tinham a cor da pele
caucasiana e/ou os olhos
azuis sofriam por conta
da imposição da classe
dominante, ela realizou
um exercício em sala de
aula, separou as
crianças pela a cor dos
olhos com colares de
papel no pescoço e as
inferiorizou, dizendo
que não eram capazes,
que não poderiam usar o
mesmo banheiro e
bebedouro e que não
podiam brincar com as
demais crianças, pois se
não podiam usar os
mesmos banheiros e
bebedouros, significavam
que eram sujas e
deveriam ficar separadas
no horário do intervalo.
A experiência no colégio
infantil durou apenas um
dia, mas mudou a vida
daquelas crianças para
sempre, no final da aula
elas tiraram os colares
que as estigmatizaram e
aprenderam uma grande
lição acerca do
preconceito. Só quando
sentimos o preconceito
na pele, sabemos como é
difícil ser separado por
condições que são
inerentes ao ser humano.
Ainda criança, eu senti
isso na pele, fui
separado no colégio
porque os meus gostos e
tendências não condiziam
com aos gostos dos
demais meninos, não
gostava de futebol, não
falava de meninas, era
extremamente educado e
gostava de estudar. As
crianças são
implacáveis, não
perdoam, nunca perdoaram
ninguém. Acabei me
juntando ao grupo dos
excluídos, entre eles
estavam o meu amigo “Léo
Gay”, a “Janaina Gorda”
e eu, o "Marcos Viadinho”.
Na época, eu fazia
natação com o “Léo Gay”,
na nossa turma havia
outro garoto do nosso
colégio, ele estudava na
minha classe, sempre, no
horário da saída da
natação ele nos ofendia
(o Léo e eu), até que um
dia eu comecei a bater
nele. Ele xingava e
corria, eu ia atrás, eu
era mais forte que ele,
mas ele corria mais
rápido, mas quando eu
pegava, batia com gosto.
No outro dia, ele
contava para amigo dele,
de outra série, que eu
havia batido nele, ai
ele me batia e dizia que
nã para nenhuma gayzinho
bater no amigo dele, no
outro dia, na natação
ele novamente me
xingava, eu novamente
batia nele e na saída do
colégio o amigo dele me
batia novamente, e isso
virou um circulo vicioso
que durou o ano inteiro,
no outro ano, minha
família se mudou e eu
mudei de colégio e o
circulo se rompeu.
No documentário, Jane
Elliot repete o
exercício feito com os
seus alunos primários,
com adultos, separando
os de olhos azuis e
tratando-os com
inferioridade. Em duas
horas, Elliot prova que
o poder da persuasão é
capaz de deprimir
pessoas resolvidas e bem
sucedidas e depois
critica dizendo que eles
passaram por aquilo por
apenas duas horas e
pergunta: como ficam os
negros, homossexuais,
gordos e tantos outros
grupos estigmatizados
pela sociedade? No
Brasil, o preconceito
está tão difundido na
sociedade, que me
assusta. Vejo aqui o
preconceito dentro dos
grupos de minoria, gays
estigmatizando gays e
negros estigmatizando
negros e isso ocorre de
uma forma tão sutil que
acabou surgindo uma nova
modalidade de
preconceito: o
preconceito de ter
preconceito.
O primeiro passo para
acabarmos com esse
câncer que consome a
sociedade, é não se
enganar e assumir para
si mesmo os seus
preconceitos, sempre
ouvimos declarações do
tipo: “Não tenho nada
contra gays, mas não
quero ter um filho gay”
ou “tenho amigos negros,
mas não me casaria com
um”. Temos que acabar de
vez com a hipocrisia e
assumirmos as nossas
falhas sociais e assim
como o documentário
“Olhos Azuis” deixa bem
claro, o preconceito só
acabará com a imposição,
grupos reprimidos tem
que se sobressair diante
dos seus opressores e se
portarem da mesma
maneira, ou seja, negros
se portando como brancos
e gays se portanto como
héteros. Não me refiro
às questões culturais,
essas particularidades
tem que ser preservadas,
me refiro ao
comportamento social,
negros, gays e demais
grupos reprimidos tem
que se portarem com
dignidade e combater com
afronta o preconceito e
fazer valer os seus
direitos, somente assim
essa situação será
revertida.
Por Marcos Freitas
www.omegahitz.com.br/passageiro
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Terapia Musical
É
impressionante como as
músicas têm um caráter
terapêutico, no mesmo
instante que achamos que
está tudo errado, que a
vida não tem sido
generosa e que muitas
das vezes dá vontade de
desistir de ser um bom
garoto, mudamos de ideia
ao ouvir uma boa música
que marcou um bom
momento e que nos faz
lembrar que temos bons
antecedentes e uma
reputação a zelar. A
música, como qualquer
outro tipo de
manifestação artística,
nos faz voltar as
primícias, nos coloca em
contato com o nosso
íntimo, nos remete as
nossas origens.
Fui extremamente sincero
com um fato de minha
vida, criei situações,
que depois parando para
pensar, refleti que tal
comportamento não é meu,
no geral não sou tão
"abusado", me contenho
em meio as situações,
mas confesso que gostei
do "Marcos" que estava
escondido dentro de mim,
me surpreendi, fui
enfático no que queria e
literalmente corri do
que me atraiu... Achei
que seria pertinente
experimentar a verdade
absoluta, mas tenho a
impressão que a verdade
nem sempre tem que ser
dita, mas sim
vivenciada. A verdade é
fascinante, mas ao mesmo
tempo é assustadora e na
sociedade plástica que
estamos acostumados a
viver, temos que a todo
momento fazer uma
releitura do real e
editar apenas o que é
pertinente para
determinadas situações.
De tempos em tempos tem
uma música que marca a
minha vida e se a minha
vida fosse um filme ou
uma novela, certamente
tal música faria parte
da trilha sonora da
mesma. Dentre as músicas
que já sonorizou a minha
vida, estão: Fácil (Jota
Quest), Primeiros Erros
(Capital Inicial),
Quando a Chuva Passar
(Ivete Sangalo),
Borboletas (Vitor e
Léo), Perfect (Simple
Plan), Wake Me Up When
September Ends (Green
Days), Viva la Vida (Cold
Play) e recentemente,
anda fazendo a trilha
sonora da minha vida
algumas músicas um pouco
badaladas, como: Halo (Beyoncé),
Hush Hush (The Pussycat
Dolls), Circus (Britney
Spears), I Gotta Feelin
(Black Eyed Peas), I
Didn't Know My Own
Strength (Whitney
Houston) Poker Face
(Lady Gaga) e When Love
Takes Over (Kelly
Rowlanda).
Ultimamente estou um
pouco baladeiro, isso
explica o porque de
tantas músicas que estão
nas paradas de sucessos
entre as minhas
favoritas, com o passar
do tempo, sei que
algumas delas serão
esquecidas e outras se
juntarão ao grupo das
primeiras, como: I Gotta
Feelin e When Love Takes
Over que estão marcando
com mais intensidade o
atual momento da minha
vida. Amo uma boa música
e não existe nada melhor
do que se cercar delas
em momentos de pequenas
instabilidades
emocionais. Encerro esse
post por aqui, mas fico
ouvindo When Love Takes
Over de Kelly Rowlanda,
música que tem o melhor
clipe dos últimos
tempos.
Por Marcos Freitas
www.omegahitz.com.br/passageiro
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Pontuando o Amor
Penso
que não é uma tarefa tão
fácil separar o amor do
sexo. Talvez o amor seja
aquele sexo compassado,
no ritmo certo do
sentimento, obedecendo a
cada batida do coração.
O apenas sexo não segue
uma sinfonia, o
movimento não respeita
ritmo algum, mas da
mesma forma que o amor,
o “apenas sexo”,
arrebata corações. Há
quem prefira o “apenas
sexo”, outros românticos
preferem o amor, ou
melhor, o amor com sexo.
Eu gosto de sexo, e, com
amor, ele fica muito
melhor.
Sexo é bom com afinidade
e isso é conquistado
apenas com o tempo, às
vezes com muito tempo.
Hoje não tenho mais uma
visão romântica dos
relacionamentos, apesar
de acreditar que duas
pessoas possam viver
juntas para sempre, não
acredito mais no “amor
eterno”, na verdade até
acredito, mas esse amor
se transforma em outros
amores maiores. A vida
inteira é muito tempo
para durar um amor, mas
quando no “roll” de
sentimentos que engloba
esse amor existem a
amizade, o
companheirismo, o
carinho e o afeto, esse
amor, pode sim, durar
uma vida inteira.
O amor começa a ter um
fim com o descompasso,
quando duas pessoas
estão juntas, mas os
seus objetivos estão em
lados opostos. Quando
não há mais razão para
sustentar sentimentos em
comum, como, amizade,
companheirismo, carinho
e afeto, o amor acaba.
Meus avôs viveram 50
anos juntos, é muito
tempo, muito mais do que
toda a minha vida. Não
acredito que é do
instinto do ser humano
viver tanto tempo com a
mesma pessoa, num
relacionamento
monogâmico, mas confesso
que isso me fascina, é a
maior prova de amor que
possa existir. Não
acredito que eles
chegaram à terceira
idade com o mesmo amor
da juventude, acredito
que eles se respeitavam
e queriam estar juntos,
e esse é a maior prova
de amor que existe, pois
mesmo com o fim do
sentimento genuíno, o
amor se transforma e
perpetua.
Hoje não busco apenas o
amor, pois esse
sentimento é mundano e
tem o seu fim, hoje
prezo pela amizade,
companheirismos, afeto e
sexo e quando todos
esses fatores são
encontrados e somados
com o amor, as
possibilidades de um
relacionamento duradouro
e talvez para sempre se
tornem infinitamente
mais viáveis. No meu
relacionamento anterior
encontrei tudo isso, mas
por outros fatores que
ainda não consegui
digerir, o
relacionamento teve o
seu fim e provou que
nada é eterno. Ainda
continuamos juntos e
talvez nos amando mais
do que antes, num amor
sem objetivo, cobranças
e curiosamente com mais
afinidades do que o
anterior, enfim, hoje
somos amigos. Creio que
vou morrer sem entender
esse lance de amor, mas
de uma forma ou de
outra, quero morrer
amando.
Por Marcos Freitas
www.omegahitz.com.br/passageiro
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Uma
Verdadeira Novela...
Definitivamente
minha vida virou uma
novela mexicana, com
direito a enredo cafona
e tudo mais. Estou
pensando seriamente em
passar a usar um nome
social, abolir o “Marcos
Freitas” e usar um
“Marcos Fernando” ou
“Marcos Roberto”, nomes
duplos combinam mais com
melodramas mexicanos.
Minha história seria um
prato cheio para a
Televisa. Fico pensando
em até que ponto eu sou
o culpado por isso e
percebo: eu sou o único
culpado, a minha vida é
única e intransferível,
e tudo o que fazem nela,
ocorre com o meu aval.
Há 10 anos, quando eu
era apenas um garoto,
acreditava que a vida
era uma guerra de
sentimentos, e, que
constantemente o bem
lutava contra o mal...
Ainda acredito nessa
pré-disposição da vida,
mas hoje vou mais além:
muitas das vezes nos
permitimos que
sentimentos, vibrações e
desejos margeiem as
nossas vidas e quando
damos tais permissões,
estamos tirando nossa
sorte de nossas mãos e
entregando-as ao alheio,
passamos a não ser mais
os autores de nossas
vidas. Deixar que uma
vida torne-se uma novela
é muito simples, basta
deixar que sentimentos
alheios margeiem nossas
vidas sem qualquer
triagem, temos que
escolher apenas os bons
sentimentos como: o
amor, o companheirismo,
a fidelidade e a
lealdade para fazer
parte de nossas vidas.
Não compreendo como um
sentimento tão lindo
como o amor é capaz de
repelir pessoas
queridas. Acredito que a
dose do amor não foi
acertada, mas por outro
lado, não vejo como o
amor poderia se dosado,
amor tem que ser
bem-vindo em todas as
cores e formatos. Mesmo
minha vida se
aproximando muito do
enredo de uma novela,
não acredito mais em
finais dignos de uma
trama televisiva, na
vida os enredos são
muito mais dinâmicos e
nem sempre os finais
felizes são certos e
garantidos.
Por Marcos Freitas
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Parada
Gay da Bahia completa 30
Anos
A
8ª Parada Gay da Bahia
foi adiada para 25/10,
último domingo de
outubro, a partir das
11hs no Campo Grande. O
motivo da mudança foi o
atraso na liberação dos
financiamentos que
somente agora estão
sendo disponibilizados
pela Bahiatursa,
Secretaria de Cultura e
Prefeitura de Salvador.
Os organizadores da 8ª
Parada Gay (LBGT) da
Bahia esperam reunir 800
mil participantes, já
que no ano passado
marcaram presença 600
mil. Salvador ocupa o
terceiro lugar nas
paradas brasileiras, São
Paulo com 3 milhões de
participante e Rio de
Janeiro com um milhão.
Estão previstos 10 trios
elétricos e um palco no
Campo Grande para
exibição de shows de
bandas e transformistas
antes e no final da
parada. Mil agentes da
PM e da Guarda Municipal
farão o policiamento.
Todos os anos uma
celebridade é escolhida
para ser a madrinha ou
padrinho da parada, que
já contou com a presença
de Ivete Sangalo,
Mariene de Castro, Edson
Cordeiro, Jerônimo,
Preta Gil, Simone
Sampaio e a Reitora da
UNEB Profa. Ivete
Sacramento. Como se
trata de uma parada
muito especial, em
comemoração dos 30 anos
de fundação do Grupo Gay
da Bahia, o GGB fez um
convite coletivo a 12
artistas baianos, todos
eles simpatizantes à
causa gay, para estarem
presentes no alto do
primeiro trio nesta
parada histórica:
Daniela Mercury, Claudia
Leite, Margareth
Menezes, Netinho,
Carlinhos Brown, Xandy,
Picirico , Sarajane, Gal
Costa, Betania, Caetano
e Gilberto Gil. “Seria
ótimo que todos
aceitassem o convite,
pois os homossexuais são
fãs de carteirinha
destes artistas.
Além dos artistas, o GGB
também fez o convite
formal ao Governador da
Bahia e à primeira dama,
ao Prefeito de Salvador,
aos Presidentes da
Assembléia e da Câmara
Municipal, insistindo na
importância de sua
presença como exemplo de
solidariedade aos
homossexuais –
considerando que nos
últimos dois anos a
Bahia foi o estado onde
mais homossexuais foram
assassinados – 24
homicídios em 2008 e 17
mortes até agosto de
2009. “Bahia não rima
com homofobia.
As celebrações dos 30
anos do GGB terão seu
início na Parada e
prosseguirão até o
Carnaval, com sua festa
de apoteose no 13º
Desfile de Fantasia Gay,
incluindo lançamento de
um livro sobre os
principais destaques da
história do Grupo Gay da
Bahia e um site com
reprodução de todos os
cartazes, postais e
folders produzidos pelo
grupo na luta contra a
homofobia e a Aids.
Por Marcos Freitas
www.omegahitz.com.br/passageiro
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Beyoncé no Réveillon carioca
A
Prefeitura do Rio
Janeiro confirmou que a
grande estrela do Show
da Virada em Copacabana
será nada mais, nada
menos, que a cantora
norte-americana, Beyoncé
Knowles. A data ainda
não foi confirmada pela
cantora, mas a
prefeitura do Rio deve
anunciar nesta semana os
detalhes da festa, que
contará com cinco palcos
montados na areia. Antes
de fechar com a Beyoncé
para ser a grande
artista da festa que
está orçada em 15
milhões, a prefeitura do
Rio tentou trazer
Madonna e U2 para o
evento. A escolha de
beyoncé é assertiva,
pois tanto Madonna como
U2, estiveram
rescentemente no Brasil
O pai da Beyoncé, Mathew
Knowles, já havia
cogitado a possibilidade
da musa do R & B se
apresentar na America do
Sul. Na época, a mídia
cogitou apresentações no
Brasil e Argentina, que
são os maiores mercados
do continente, mas desta
vez, o Brasil levou a
melhor e será o palco de
estréia da cantora no
nosso continente. Quatro
canções do novo álbum da
cantora estão entre as
mais tocadas nas rádios
brasileiras: Diva, Halo,
If I Were a Boy e Single
Ladies. Só de saber que
essas músicas farão a
trilha sonora do nosso
réveillon, fico animado.
Antes mesmo de ver essa
notícia nos meios de
comunicação
tradicionais, eu fui
noticiado pelo, talvez,
maior fã da Beyoncé no
Brasil, pelo Douglas
Vilela. Ele me ligou
meio afobado, dizendo
alguma coisa de Beyoncé,
depois falou Show,
Brasil, Rio de Janeiro e
Virada. Quando acordei,
juntei as palavras e
deduzi: A Beyoncé fará o
show da Virada no Rio de
Janeiro.
Esse ai é um fã de
verdade. Dos seis anos
que eu convivo com o
ele, há seis anos ele
suplica pela vinda da
Diva ao Brasil, enfim,
as preces dele foram
atendidas e sem sombras
de dúvidas, esse
réveillon ficará para
sempre na melhores
recordações do Douglas.
Recentemente, também foi
noticiado que a Beyoncé
poderia se apresentar na
Festa dos 50 Anos de
Brasília, mas o
vice-governador, Paulo
Octávio (DEM), optou
pelo ex-beatle Paul
McCartney que poderá se
apresentar com o cantor
Roberto Carlos. O
vice-governador
oficializou o convite ao
Rei no dia 29. O show
deve ser aberto por
Roberto e, logo depois,
Paul faz o seu. No
final, os dois dividem o
palco num dueto inédito.
Será ótimo se tivéssemos
dobradinha da Beyoncé no
Brasil, uma escala Rio –
Brasília, uma pena o
show da capital não ser
sediado por ela.
Por Marcos Freitas
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A
História de Katie
Kirkpatrik
Katie Kirkpatrik era uma
americana de apenas 21
anos de idade. Ela tinha
câncer em um estágio
muito avançado. Respirar
tornou-se uma tarefa
difícil e por isso
passou a usar oxigênio.
A dor era tão intensa
que só podia ser
amenizada com morfina.
Os seus orgãos
apresentavam sinais de
falência, mas Katie
decidiu que a doença não
impediria ela de ter o
dia mais feliz de sua
vida, que seria o
casamento com a sua
paixão desde o colegial,
Nick Godwin de 23 anos.

Nesta foto, Katie e Nick esperam pela enfermeira para começar o tratamento, na manhã de 12 de janeiro de 2005. Nick trabalha no turno da noite e levou a Katie para o tratamento logo após o seu turno de trabalho, três dias antes do casamento. Katie está cansada por não conseguir dormir por causa das suas dores e Nick por ter trabalhado a noite inteira.

Katie segura por alguns minutos alguns dos seus remédios diários antes de tomá-los. Ela tem câncer nos pulmões.

Katie sente muitas dores nos dias que antecedem o seu casamento e precisa tomar morfina e outros medicamentos para ajudá-la. Sua mãe, Niki Kirkpatrick, pede licença do trabalho para cuidar de sua filha que agora precisa de ajuda constante.

Nick Godwin, a direita, descansa um pouco enquanto a sua noiva passa por um procedimento para reduzir a quantidade de fluído que seu corpo está retendo. Nick trabalhou a noite inteira e logo após, levou sua noiva pra fazer o tratamento, 3 dias antes do casamento.

Katie coloca seus
brincos minutos antes do
seu casamento.

Katie e Nick ficam
juntos após o casamento
e esperam enquanto o
fotografo do casamento
se prepara para tirar as
fotos.

Finalmente, Katie
realiza seu sonho e se
casa com Nick, esse que
foi a sua paixão desde o
colegial, em 15 de
janeiro de 2005.

Dave Kirkpatrick faz um sinal de positivo para o seu novo genro enquanto admira o novo casal junto com a sua esposa Niki, logo após a cerimônia de casamento.

Nick canta uma música na
pista de dança
demonstrando todo o seu
amor pela sua nova
esposa.

Katie descansa por
alguns minutos durante a
sua festa de casamento.
Ela estava exausta e sua
face estava tão branca
quanto o seu véu. Cinco
dia depois do casamento,
Ketie perde a luta
contra o câncer. Ela não
permitiu que a doença a
impedisse de viver, de
ter fé e esperança que
fez ela acreditar que
teria um futuro. Ela
teve um casamento muito
bonito, teve amor e deu
amor. O amor nunca
morre. E foi assim que
Katie venceu o câncer.
Por Marcos Freitas
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Um
verdadeiro Arraso

A convite do meu
amigo Pedro Pitanga e do
badalado cantor Léo Granieri, fui a última
edição da Jungle Party,
festa temática promovida
Maurici Salles e Hugo
Henrique Vaz. A festa
aconteceu no Club Cally,
localizando na Serra da
Cantareira. Apesar de
ter nascido em São
Paulo, fui a primeira
vez que fui a Serra da
Cantareira, dizem que lá
tem uns pontos
turísticos lindos,
várias cachoeiras e
lagos para tomar banho e
muitos clubes e sítios.
Um verdadeuri oásis
dentro da cidade de São
Paulo, dia volto a
serra, e, na ocasião,
farei turismo ecológico.
A festa estava marcada
para começar às 13
horas, marquei de sair
de casa as 12:30 e com
os contratempos,
chegaríamos lá por volta
das 14 horas, foi o que
aconteceu. Me surpreendi
quando percebi que fui o
primeiro a chegar,
fiquei morrendo de
vergonha, mas imaginei
que a festa já estaria
bombando uma hora após a
abertura. Pelo
contrário, o serviço de
vallet nem estava
funcionando e o chefe da
segurança estava dando
as últimas orientações
para os demais
seguranças sobre as
normas de procedimentos
no evento.
Minutos depois, o Pedro
Pitanga e o Léo Granieri
saíram da casa, eles
estavam passando o som,
disse que iriam tomar um
banho e já estariam
voltando, fiquei
pensando: Caralho!
Madruguei na festa...
Mas logo após eles
saírem, a entrada foi
liberada, peguei uma
caipirinha e fiquei
esperando a casa encher.
Fiquei supresso com a
quantidade de pessoas
bonitas que frequentam
essas festas, e garanto
que eram bonitas de
verdade, pois no inicio
da festa eu não estava
bêbado e os meus cinco
sentidos ainda davam
conta do meu corpo.
A festa começou a
encher, eu peguei outra
caipirinha e fui
dançar... Momentos
depois, um amigo
sugeriu: Vamos tomar
tequila? Eu olhei para
ele e disse: Agora, to
doido! E viramos uma,
duas, três, quatro,
cinco, seis tequilas
durante a noite, não
preciso nem comentar que
sai do meu corpo, fiz
uma viagem astral
naquela balada e tive
momentos
agradabilíssimos que
amigos, bebidas e boa
música justificam por si
só. Entre as doses de
tequila, intercalamos
outras caipirinhas e
algumas Smirnoff Ace.

Saímos da casa por volta
da meia noite, deixei o
Pedro Pitanga e o Léo
próximo da casa do Pedro
e segui viagem para
Arujá. Chegando a casa,
do jeito que eu estava,
me joguei na cama,
resultado: Cheguei à
empresa atrasado, mas to
aqui, feliz da vida por
conta do final de semana
maravilhoso que eu tive.
E semana que vem tem
mais, só que dessa vez
vamos uma pouco mais
longe, não me refiro na
quantidade de tequilas,
mas quem sabe... Vamos
mais longe, pois, a
festa é em Ribeirão
Preto, na Gladiators do
Projeto Babylon, será
uma festa temática, com
decoração do império
romano com nada mais,
nada menos que o DJ
Paulo Agulhari no
comando do som e com um
maravilhoso pocket show
do cantor Léo Granieri,
e desta vez, a festa é
open bar a noite toda,
ou seja, a viagem astral
poderá ser ainda melhor.
Por Marcos Freitas
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A Dor do FIM
Relacionamentos
deveriam ter prazo de
validade, um começo e
uma data previamente
agendada para o termino,
e, após isso,
continuamos a vida sem
grandes agravantes. O
rompimento é muito
doloroso, muitos
comparam a dor da
ruptura de uma relação
afetiva, com a dor da
morte. Quando rompemos,
enterramos naquele
momento toda uma vida
que estaria por vir, os
momentos de amor,
carinho e reciprocidade,
enfim, as trocas que
todo o casal tem no
decorrer de uma vida a
dois. Existem casos que
não deveriam ter um
começo, meio e fim,
devia apenas existir e
transcender os limites
do tempo. Na verdade,
gostaríamos que o "pra
sempre" de fato
existisse, mas nunca
aprendemos que o “pra
sempre” sempre acaba e
que tudo é eterno
enquanto dura.
Meu avô morreu antes do
aniversário de 50 anos
de casamento, deixou a
minha avó sem amparo
sentimental. Ele a
ensinou a amar, a viver
a dois, mas nos quase 50
anos que eles viveram
juntos, ele se esqueceu
de ensina-la a viver
sozinha, sem o seu
cuidado, carinho e
dedicação. Fiquei muito
triste com a morte do
meu avô, não pude ir ao
velório e enterro, ele
morreu no Paraná e na
época não tínhamos
condições financeiras
favoráveis para que a
família inteira
viajasse, foi apenas o
meu pai. Minha avó
morreu um ano e um dia
depois, morreu de
saudades por não
suportar a convivência
consigo mesma, por não
reaprender a viver
sozinha depois que
experimentou a delicia
de amar e viver. Sinto
saudades dos meus avôs,
eles eram carinhosos e
nos tratavam com uma
particularidade
inexplicável.
No enterro da minha avó,
eu fui. Isso já tem mais
de 15 anos, ela morreu
na porta do hospital,
não houve tempo para o
socorro, ela teve
pressão alta e em toda a
sua vida, ela nunca
apresentou nenhum
problema de saúde, era
uma velhinha dura na
queda. Prefiro dizer que
ela morreu de saudades,
a pressão alta foi
apenas uma resposta que
o corpo deu por não
agüentar o um ano e um
dia que ela passou sem o
carinho, com a ausência
do meu avô. Fiquei muito
abalado quando o caixão
desceu a cova, não
suportei quando
começaram a jogar terra
naqueles sete palmos e
me refugiei em outro
tumulo qualquer, onde
olhos alheios não
pudessem me alcançar, um
primo veio atrás de mim,
ele não chorava, creio
que suas lágrimas
secaram, mas o seu olhar
foi confortante, foi um
olhar de cumplicidade,
que compactuava com a
dor que eu estava
sentido. Hoje, minha avó
descansa ao lado do meu
avô.
Nunca estamos prontos
para o termino, até
mesmo quando recebemos
indícios que a relação
está chegando ao fim. O
rompimento é muito
doloroso, ainda mais
quando ambos fazem parte
do mesmo convívio
social, os encontros
passam a ser inevitáveis
e até mesmo consensuais.
Creio que isso ocorre
quando no fundo há uma
dúvida se o que foi
feito é o certo e caso
não for, ambos estão
ali, no mesmo convívio,
sobre certo “domínio”. O
fim de uma relação sem
intervenção natural da
morte pode se chamar de
“morte em vida”, pois é
o fim de todos os
eventos que viriam a
surgir e o cancelamento
de todos os planos, até
mesmo aqueles que
fazemos de forma
espontânea, seguindo as
rotinas diárias. O fim
sempre dói, ainda mais
quando existe amor para
recomeçar.
Por Marcos Freitas
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Bombando nas Pistas

Ouvi pela primeira vez o
cantor Leo Granieri há
aproximadamente uns dois
anos, foi num vídeo no
You Tube. Na época ele
participava de uma banda
se apresentava com muita
freqüência num bar do
litoral paulista, fiquei
com vontade de ouvi-los,
mas na época, não estava
descendo com muita
freqüência para o
litoral. O tempo passou
e hoje o cantor é um
sucesso nas baladas.
Em 2005, o cantor
participou do Programa
Raul Gil, onde cantou o
sucesso de George
Michael, Careless
Whisper. Em 2006, foi
convidado para cantar em
uma banda de Dance Music,
onde as músicas eram
tocadas totalmente ao
vivo, sem ajuda de
samplers ou DJs. No
início de 2008 partiu
para carreira solo,
fazendo várias
performances, às vezes
com bailarinos, nas
melhores casas noturnas
e festas da Baixada
Santista, o seu nome
começou a repercurtir na
noite.

No ano passado, Leo
compôs o single “Closed
To U” e nesse ano, com
pareceria do DJ Luis
Erre, produziu o single
“When U Touch Me”, que
ganhou versões de
produtores brasileiro
Allan Natal, Lapetina e
Tommy Love e dos
produtores
internacionais José
Spinnin do México e do
DJ Luis Erre da
Venezuela. A música
alcançou em seu 2º dia
de lançamento no site da
Masterbeat o 3º lugar no
Top Sellers dos singles
mais vendidos e no
Brasil, três meses após
o lançamento, o single
alcançou o 1º lugar
entre as músicas mais
pedidas na maior web
rádio gay do Brasil a
Ômega Hitz.
O cantor se apresentou
no carro oficial da
Parada LGBT de Baixada
Santista de 2008 e no
carnaval de 2009, fez o
encerramento do POP Gay
de Florianópolis para um
público de
aproximadamente 60 mil
pessoas. Leo Granieri
também se apresentou na
Labirinthus Lounge Mix
em Bauru e na EDUB de
Piracicaba. A nova onda
de apresentações ao vivo
nas baladas caio do
gosto do baladeiros e
nesse universo Leo
Granieiri está a cada
dia conquistando mais
espaço.
Granieri apresenta de
segunda a sexta o
programa “Ômega Touch”
na Rádio Ômega Hitz das
18 às 20 horas e tem
shows agendados para
Pouso Alegre – MG, Bauru
– SP, São Vicente – SP e
Jundiaí – SP, para
conferir maiores
detalhes dos eventos,
acesso o My Space do
cantor e fiquem atento
ao próximo eventos, pois
soube de antemão que em
agosto haverá uma
apresentação do cantor
numa Pool Party em São
Paulo.
Por Marcos Freitas
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Como Combater o Ciúme
Patológico?
O
ciúme está presente em
todos os relacionamentos
afetivos, muitas das
vezes, sentimos ciúmes
também dos nossos
familiares e amigos.
Quando o ciúme é
destemperado, ele pode
ser prejudicial e
destruidor. Pode acabar
com o que temos de mais
importante, com o objeto
do nosso ciúme
Vejo o ciúme como um
excesso de zelo, um
carinho excessivo. Mas
quem disse que o excesso
é positivo? Tudo em
excesso, por mais boa
vontade de possa vir
acompanhando, se torna
maléfico, inclusive,
amar em excesso. O amor
tem que ser um
sentimento pontual, nem
demais, nem de menos,
tem que ser o bastante
para que seja bom para
ambos.
Existe o ciúme em níveis
normais. Assim como
temos níveis de diabetes
no corpo, também tempos
níveis de ciúme. Sabemos
muito bem o que ocorre
com pessoas diabéticas,
eles tem que se policiar
a todo momento com a sua
alimentação, com uma
dieta estritamente
balanceada, o mesmo
ocorre com aquelas que
amam além da conta e
sente um ciúme, um
sentimento de pose
excessivo pela pessoa
amada. Ao contrário da
diabetes, não há
insulina para o amor,
essa ponderação tem que
partir de nos mesmo, do
saber amor, do se
re-educar para o o
desprendimento, sempre
ponderando que ninguém é
de ninguém.
Existem níveis de ciúmes
mais avançados, aquele
que chega a restringir a
pessoa amada, esses por
sua vez, chamamos de
ciúme patológico Isso
ocorre quando o ciumento
deixa de viver a sua
vida e passar a viver a
vida da outra pessoa,
transformando os bons
momentos numa verdade
tortura a dois. O
ciumento possessivo
sempre imagina que está
sendo traído a todo o
momento, que tudo o que
é dito é uma grande
mentira que visa
"despistar" a outra
parte, apontando pontos
negativos em tudo na
acontece na relação.
Temos que ficar atentos
quando todos os
questionamentos
baseiam-se em
desconfianças, quando
isso ocorre, o ciúme
tornou-se patológico e
nesse caso há
necessidade de
intervensão médica.
O que fazer quando
somos vitimas ou
sofremos desse
sentimento exagerado?
* Colocar-se no
lugar do outro, ou pedir
ao companheiro que
coloque-se em seu lugar
a fim de imaginar como é
a vida da pessoa que é
vitima constante de
acusações infundadas,
* Reconhecer e
admitir as suas
qualidades e perceber
que se elas não fossem
encantadoras, o outro
não teria motivos para
estar com você;
* Adquirir maior
segurança (em si e no
outro);
* Procurar ajuda
médica e psicológica
quando a patologia
estiver caminhando para
níveis muito avançados;
* Se você é
vitima de ciúme
patológico, evite dar as
explicações pedidas e
permitir que o outro
comande a sua vida,
porque ao agir dessa
forma, você está
alimentando as crenças e
imaginações e
contribuindo para que
elas se tornem reais
para o outro.
* Procure ajuda ou
denuncie o seu parceiro
(ou parceira) caso você
esteja sendo vítima de
agressões físicas ou
ameaças.
Depois de algum tempo,
você aprende a
diferença, a sutil
diferença, entre dar a
mão e acorrentar uma
alma. E você aprende que
amar não significa
apoiar-se, e que
companhia nem sempre
significa segurança. E
começa a aprender que
beijos não são contratos
e presentes não são
promessas. E começa a
aceitar suas derrotas
com a cabeça erguida e
olhos adiante, com a
graça de um adulto e não
com a tristeza de uma
criança. (William
Shakespeare)
Por Marcos Freitas
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E Quando os pais abrem o amário?
Costumo
dizer que não saí do
armário, e, sim, fui
expulso dele. Eu tinha
17 anos quando confiei
em minha irmã e contei
para ela sobre a minha
sexualidade. Ela é mais
velha do que eu e na
época tinha uma namorada
que me simpatizei e
começamos a sair.
Estávamos voltando de um
dos nossos passeios, a
Ângela, namorada da
minha irmã começou a
falar sobre sexualidade
e questionou sobre a
minha orientação sexual.
Eu cai como um patinho e
contei todos os meus
“segredos” sexuais. Na
hora, a minha irmã
chorou, achei uma
atitude estranha e a
questionei, ela disse
que estava triste,
porque os gays “sofrem”
demais e ela não queria
ver-me sofrendo.
Passaram-se os meses, a
orientação sexual que
temos em comum me
aproximou de minha irmã.
Íamos a barzinhos,
boates, restaurantes e
passamos a ter amigos em
comum. Para os meus
pais, minha sexualidade
era um segredo, já a da
minha irmã, todos
sabiam. Ela foi casada,
ficou 2 meses e 5 dias
comprometida num
casamento depois de anos
de namoro, a separação
veio à tona por conta de
ciúmes que o marido
tinha de sua “melhor
amiga”. Depois,
descobrimos que a amiga
tinha uma
representatividade muito
maior em sua vida.
Certa vez, minha irmã me
disse: - “Não é justo eu
sofrer preconceito do
pai e da mãe e você, que
também é gay, ficar de
boa”. Achei o
questionamento estranho,
aliás, sair ou não do
armário é uma decisão
única e intransferível.
Não dei importância para
a situação, mas deveria.
Com relação às minhas
irmãs, sempre fui muito
discreto. Meus pais até
poderiam desconfiar de
minha homossexualidade,
mas jamais tiveram
certeza. Minha timidez
era um fator
preponderante para a
dúvida que não queria
calar.
Num
final de semana
qualquer, minha mãe me
chamou para ir
visitarmos uma amiga.
Fomos para São Roque,
cidade onde morava a
“Irmã” Cida, missionária
e dirigente de uma casa
de recuperação de
drogados que minha
família ajudava com
doações. Almoçamos com a
família dela e assim que
terminamos, ela nos
convidou para
caminharmos na mata, fui
com ela e minha mãe.
Caminhamos por alguns
minutos e quando
estávamos afastados dos
demais, ela disse que,
junto com a minha mãe,
precisava falar comigo,
eu não disse nada,
apenas olhei para as
duas e ela continuou,
disse que minha mãe
sabia da minha
homossexualidade e que
iria me ajudar a me
“libertar”. Naquele dia,
não voltei para casa,
fiquei hospedado na casa
dela, onde ela começou
com “sessões de cura
espiritual”.
Passaram-se os dias.
Dormia gay e acordava
gay e aquela situação já
estava me irritando. Ela
fazia orações, pedia
para eu ler algumas
passagens da bíblia e
uma vez por semana me
levava num lugar chamado
“Vale da Benção”, um
lugar muito grande, onde
têm igrejas, dormitórios
para hospedar visitantes
e casas, uma espécie de
condomínio evangélico.
Comecei a ficar
entediado com aquilo. Em
São Paulo, costuma ir
para baladas de sexta,
sábado e domingo, tinha
algumas paqueras e
muitos amigos, percebi
que esse lance de deixar
de ser gay era uma
furada e que eu só
estava me martirizando.
Num domingo, fomos
surpreendidos com a
morte de uma galinha.
Nesse dia nem fui ao
galinheiro, pois
disseram que havia penas
e sangue para todos os
lados. A ave foi morta
por um cachorro, a
missionária ficou
furiosa com aquilo e
jogou o cachorro num
poço, o animal ficou a
manhã inteira chorando e
morrendo aos poucos,
aquilo me deixou muito
chateado e foi à gota
d’água para dar um ponto
final naquela história.
Liguei para minha mãe e
disse que se até a noite
ela não estivesse lá
para me levar para casa,
ela nunca mais teria
noticias minhas, eu
estava disposto a sumir,
andar sem rumo se aquela
situação não fosse
revista.
Antes de anoitecer, meus
pais foram me buscar. O
trajeto São Roque – São
Paulo foi feito em
silêncio. Quando
chegamos em casa, fui
informado que eu não
poderia mais usar
telefone, internet e
sair com amigos e
descobri que meu pais
ficaram sabendo de minha
sexualidade por
intermédio de minha
irmã, que ligou para um
amigo meu enquanto o meu
pai estava na extensão
ouvindo eles falavam a
meu respeito.
Pressionado pelos meus
pais, freqüentei o GAD
(Grupo de Apoio a
Família), as reuniões
aconteciam numa igreja
evangélica e era
monitorada por uma
psicóloga cristã, que em
nenhum momento tratou o
meu caso como uma doença
ou desvio moral. Assim
como me cansei da
situação em São Roque
com a missionária,
também que cansei
daquela situação de
freqüentar a igreja e
aquele grupo que mais
servia para lavar roupa
suja do que para fazer
terapia.
Estava
uma pilha, precisava de
fôlego e a única saída
que encontrei foi me
fingir de liberto, agir
como hétero, como
cristão para minha
família. Comecei a falar
que ia para as vigílias,
mas ia para a Tunnel,
foi uma época muito
divertida. Na época, fiz
amizade com uma menina
lésbica, contei para ela
a minha situação e ela
fingiu ser a minha
namorada, ficávamos
horas ao telefone com
conversas melosas e com
o tempo fui colocando a
minha vida em ordem,
impondo limites e
adquirindo respeito.
Depois de tudo o que
passamos, o
relacionamento familiar
não tem mais condições
de voltar a ser o mesmo.
E uma coisa eu garanto:
eu não sou o culpado por
isso. Não quero
transferir toda a
responsabilidade para os
meus pais, pois eles
também são vitimas de um
sistema que prega a
heteronormatividade
liderado por religiosos,
hipócritas e
fundamentalistas. Porém,
depois de tudo que
passamos, temos que ser
gratos por ter nos
restado o respeito e as
mínimas condições de uma
vida familiar.
Meus pais que deveriam
ter procurado ajuda, não
eu. Na época, não
existia o GPH (Grupo de
Pais de Homossexuais),
fundado pela escritora
Edith Modesto e o Grupo
Arco-Íris que tem o
Projeto Entre Garotos,
que vem trabalhando no
íntuito de unir pais com
seus filhos
homossexuais. Acredito
que se existisse
trabalhos de orientação
a pais, eles não
procurariam ajuda, pois
até hoje eles são
convictos de que eu sou
errado por ser gay e que
no “juízo final” serei
punido por conta dos
meus “desvios de
conduta”. Hoje, tenho
uma convivência familiar
pacifica, mas seria
ótimo se um dia eles
procurassem o GPH e
descobrissem que, além
deles, existem outros
pais que querem entender
os seus filhos pelo
simples fato deles serem
homossexuais.
Por Marcos Freitas
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Qual é o sexo do seu
Cérebro?

Apesar de pertencer ao
sexo masculino, o meu
cérebro é feminino. Há
alguns meses, a Revista
Época entrevistou a
neuropsicologista Anne
Moir, da Universidade de
Oxford, na Inglaterra.
Moir está desenvolvendo
uma linha de pesquisa
para entender melhor as
diferenças neurológicas
entre homens e mulheres
e, para isso,
desenvolveu um teste que
mostra numa escala de 1
a 20 qual é o sexo do
cérebro. O número 1
representa o cérebro
mais masculino possível
e o 20, o mais feminino.
Quem se aproxima do 10
tem um cérebro misto. O
meu teste deu 11, ou
seja, o meu cérebro é
misto, feminino rústico
ou um masculino
delicado, podemos dizer
que cerebralmente sou
quase bissexual.
Eu consigo identificar
só pelo olhar ser uma
pessoas está chateada,
irritada, alegre ou
apática, segundo o
estudo de Moir, essa é
uma característica do
cérebro feminino, mas em
contrapartida, não
consigo ficar numa sala
onde todos falam ao
mesmo tempo e assim
mesmo conseguem manter
uma linha de raciocino,
essa também é uma
característica do
cérebro feminino. O
estudo afirma que o sexo
do cérebro é determinado
pela quantidade de
testosterona [hormônio
masculino] a que o feto
fica exposto no útero.
Em geral, homens recebem
doses maiores do que as
mulheres.

O estudo aponta que a
diferença entre o
cérebro dos dois gêneros
tem raízes evolutivas.
Durante o
desenvolvimento dos
seres humanos, como o
homem era o caçador,
desenvolveu um cérebro
com habilidades manuais,
visuais e coordenação
para construir
ferramentas. Por isso,
um cérebro masculino tem
mais habilidades
funcionais. Já as
mulheres preparavam os
alimentos e cuidavam dos
mais novos. Elas tinham
que entender os bebês,
ler sua linguagem
corporal e ajudá-los a
sobreviver. Elas também
tinham que se relacionar
com as outras mulheres
do grupo e dependiam
disso para sobreviver na
comunidade e, por isso,
desenvolveram um cérebro
mais social.
A diferença de sexo
entre cérebro e corpo
pode estar ligada às
causas da
homossexualidade. Tudo
será determinado de
acordo com a
distribuição de
testosterona no tempo de
gestação da criança. Se
a concentração de
testosterona for mais
baixa do que o padrão
para os homens, então o
“centro sexual” do
cérebro será feminino e
esse homem sentira
atração por outros
homens. Se a
concentração desse
hormônio estiver alta, o
'centro sexual' será
masculino e ele sentirá
atração por mulheres.

As causas da homossexualidade é um mistério para a ciência que talvez nunca seja desvendado. Acredito que o que determina a sexualidade são as predisposições genéticas. Não acredito em comportamento condicionado, defendido por religiosos e fundamentalistas, pois, se fosse um comportamento adquirido, os insatisfeitos com sua sexualidade condicionariam o seu comportamento para o lado oposto sem maiores dificuldades. Apesar do resultado do meu teste apontar que tenho um cérebro misto, sexualmente sou definido como gay puro sangue, apesar de adorar as mulheres, não sinto atração sexual por elas.
Por Marcos Freitas
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AntiAIDS vira droga
recreativa
Que
a combinação ecstasy e
Viagra vem sendo usada
para garantir o “barato”
da noite, não é
novidade. Já remédios
antiHIV, como o Truvada,
sendo inserido nessa
combinação é uma
novidade que deixa até
os mais liberais
boquiabertos. O ecstasy
é administrado para
garantir a alucinação da
noite, o estimulante
sexual é para aumentar a
libido sexual, o mesmo
dá uma falsa sensação de
aumento da libido, mas o
que acontece é o
contrário, e o antiHIV e
para se prevenir do
contagio ao vírus devido
a prática de bareback -
sexo sem camisinha -
entre os usuário de
drogas e até mesmo por
eles saberem que não
terão discernimento de
usarem camisinha em meio
a “brisa” que está por
vir.
O iPrex (Iniciativa
Profilaxia
Pré-Exposição), vem
realizando uma pesquisa
que tem por objetivo
traçar a eficiência do
Truvada em pessoas
soronegativas. O remédio
tem se mostrado
eficiente no combate ao
HIV, porém, as
conseqüências que o
mesmo pode trazer sendo
administrado em longo
prazo, são
desconhecidas.
Recentemente o iPrex me
considerou inelegível
para a participação
desta pesquisa, a
justificativa foi o
baixo numero de
parceiros sexuais que
tenho. Isso me levou a
acreditar que o Truvada
não garante em 100% a
prevenção ao vírus HIV e
seria antiético por
parte do iPrex
declararem sua
predileção por
indivíduos mais
vulneráveis ao vírus
para assim analisarem a
eficiência do mesmo ao
combate do vírus.
Existem
aproximadamente 600 mil
pessoas infectadas com o
vírus HIV no Brasil,
todas elas, estão sendo
assistidas pelo programa
nacional e gratuito do
Ministério da Saúde. do
Governo Federal Aqueles
que estão em fase mais
debilitada de saúde, com
a carga viral da doença
alta, recebem
gratuitamente uma
combinação de
antirretrovirais,
elaborados
individualmente para
cada paciente. Além da
fonte oficial para
aquisição do remédio,
que é o serviço público
de saúde, as drogas
AntiAIDS também são
encontradas em clubes e
festas noturnas. Os
infectologistas se
preocupam com o caso e
afirmam que essa
combinação é uma bomba
para o coração.
No final de 2008, foi
denunciado que na África
do Sul jovens estão
combinando remédios
AntiAIDS com analgésico
e/ou maconha, a
combinação potencializa
o efeito relaxante das
drogas associadas. O
remédio é triturado até
virar pó e misturado com
as outras drogas. Os
próprios pacientes que
ministram os
medicamentos já foram
flagrados fumando os
antirretrovirais. Uma
situação critica num dos
países onde 5,2 milhões
de pessoas estão
infectadas como vírus
HIV.
Por Marcos Freitas
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Homofobia Mata
O
Dia do Orgulho Gay
passou e nos restaram os
outros 365 dias de
violência que o cidadão
homossexual vive ano a
ano, aliás, nem no Dia
do Orgulho Gay somos
poupados da barbárie,
descaso político e
insignificância social
na qual somos
submetidos. O dia
14/06/08 ficará para
sempre na memória da
luta contra a homofobia
no Brasil, o dia em que
3,1 milhões de gays,
lésbicas e simpatizantes
- acompanhados por
baderneiros e
homofobicos que visaram
acabar com a festa -,
foram às ruas pedindo
pela por “Não Homofobia,
mais cidadania”.
Apesar de muitas
criticas, umas se
referindo à fluidez
rápida dos trios
elétricos, outras
falando da falta de
segurança e
infra-estrutura e outras
apenas se limitando
dizer que na Av.
Paulista só tinha “gente
feia”, a festa realizada
foi bonita e de extrema
importância para a
manutenção do “Movimento
Homossexual Brasileiro”
e da continuidade das
nossas lutas políticas.
A Parada Gay mostra para
as famílias tradicionais
brasileiras que o gay
existe, convive na
sociedade e que somos um
grande numero de
oprimidos politicamente.
Há vários anos, ainda
quando a Regina Faccini
fazia parte da
Associação da Parada,
ela disse: “Os casos
de homofobia aumentam
muito nos dias que
sucedem a Parada”.
Esse fenômeno está bem
nítido em nossa
sociedade. Ontem, uma
vitima da homofobia
pós-parada teve sua vida
ceifada pela escoria da
sociedade, pelos
nazistas e religiosos
fundamentalistas que se
sentem acima de nos por
terem uma sexualidade de
acordo com uma sociedade
heteronormativa.
Marcelo Campos Barros,
de 35 anos, sofreu
traumatismo craniano ao
ser agredido depois da
Parada Gay.
A morte cerebral dele
havia sido confirmada no
fim da tarde de ontem,
17/06, e ele acabou
morrendo momentos
depois, ainda no início
da noite. Ele chegou a
passar por uma cirurgia
e estava na UTI (Unidade
de Terapia Intensiva).
Marcelo foi agredido na
região da Praça da
República, no centro de
São Paulo, onde a Parada
Gay terminou. Amigos do
Marcelo afirmam que ele
não participou da
Parada, pois não gostava
de eventos com grandes
aglomerações, a vítima
era chefe de cozinha do
restaurante francês “Le
Petit Trou” e estava num
ponto de ônibus quando
um grupo se aproximou e
o espancou. A polícia
ainda não tem pistas dos
criminosos.
Amanhã (19/06), às 18
horas, amigas do Marcelo
irão fazer uma
manifestação pela morte
do amigo e pedirão pela
paz e o fim da
violência. A
manifestação acontecerá
na Rua Fradique
Coutinho, esquina com a
Rua Aspicuelta, na
ocasião, todos usarão
branco. Não podemos
negar que a Parada Gay
foi marcada pela
violência, ao todo foram
57 vitimas, dentre elas,
23 atingidas por
estilhaços de uma bomba
caseira e ninguém foi
preso até o momento,
porém, não podemos
remeter a culpa dessa
violência a Associação
da Parada. A polícia diz
ter pistas que levam aos
assassinos de Marcelo,
mas não revela maiores
detalhes para não
atrapalhar a
investigação: é o que
esperamos. Amigos do
Marcelo confirmaram
presença na manifestação
que ocorrerá no próximo
sábado, às 19 horas, na
Rua Dr. Viera de
Carvalho. Não podemos
conviver num estado de
guerra pelo simples
fatos de sermos
homossexuais.
“Ninguém nasce odiando
outra pessoa pela cor de
sua pele, por sua origem
ou ainda por sua
religião. Para odiar, as
pessoas precisam
aprender; e, se pode
aprender a odiar, podem
ser ensinadas a amar.”
(Nelson Mandela)
Por Marcos Freitas
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Single
Ladies na Esplanada dos
Ministérios
O
que o DEM tá querendo?
As “bi” do Brasil
inteiro estão surtando
com os preparativos para
as comemorações dos 50
anos de Brasília. Os
preparativos estão sendo
negociado pelo
vice-governador, Paulo
Octávio (DEM). Creio que
a festa servirá como uma
retratação ao episódio
ocorrido em São Paulo,
quando a então candidata
Marta Suplicy (PT) e
ex-política, pois foi
provado que a
ex-prefeita não ganha
para mais nada, insinuou
a possível, e porque não
dizer provável,
homossexualidade do
prefeito e então
candidato do DEM,
Gilberto Kassab.
Ao se defender, o
prefeito conseguiu se
complicar ainda mais
diante da Comunidade
Gay, dizendo que a então
candidata do PT feriu a
sua honra. Não sei se as
“bi” se esqueceram
disso, eu me lembro
perfeitamente, creio que
a maioria se esqueceu,
pois, a ex-prefeita,
ex-candidata,
ex-política, e porque
também não dizer
ex-Marta Suplicy,
ex-sexóloga e
ex-apresentadora de TV,
foi convidada para
sentar-se numa das mesas
de discussões que
ocorrera na Semana do
Orgulho Gay de São
Paulo. Memória curta
para um movimento que
diz ter uma luta
histórica, enfim, sendo
retratação ou não, tenho
certeza que se a Beyoncé
for à grande estrela das
comemorações de Brasília
50 anos, a Esplanada dos
Ministérios sediará uma
Parada Gay fora de
época, o que eu acho
tudo de bom.
O que me deixou
entristecido e esse o
grande motivo do surto
das “bi”, é o fato da
diva do R&B ser uma
segunda opção. Segunda
opção vice-governador? A
Beyoncé deveria sim ser
a primeira opção, e
porque não a única? Será
que teremos que fazer um
Flash Mob (aglomerações
instantâneas de pessoas
em um local público,
para realizar
determinada ação
inusitada, previamente
combinada) em Brasília,
com milhares e milhares
de gays dançando “I’m a
Single Ladies” para
mostrarmos que Beyoncé é
uma escolha assertiva?
Espero que não, pois eu
não sei dançar, mas o
Douglas sabe.
A primeira opção para
atração principal da
festa é a banda
Irlandesa U2 (diga-se U
Dois, pois temos que
valorizar a nossa
língua), mas tudo indica
que os irlandeses
ficaram de fora e a
festa ficará sob o
comando da segunda
opção. Especula-se que a
texana levará um cachê
de aproximadamente três
milhões de dólares e que
o ex-beatle Paul
McCartney também pode
entrar na programação.
Não sei o que vocês
estarão fazendo no dia
21 de abril, mas se
realmente a Beyoncé vier
ao Brasil, eu estarei em
Brasília.
Por Marcos Freitas
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Do Começo ao FIM...
Do
mesmo diretor de "Um
Copo de Cólera" e "As
Três Marias", o filme
“Do Começo ao Fim”
promete gerar muita
polemica nas salas dos
cinemas. O filme conta a
história dos meios
irmãos Francisco e
Thomás e de sua família:
Julieta, Alexandre e
Pedro. Com uma narrativa
particular o filme conta
a história de um amor
incondicional como uma
possibilidade, como um
contraponto para um
mundo cheio de
violência, medo e
intolerância. Thomás,
filho de Julieta e
Alexandre, nasce com os
olhos fechados e assim
permace durante várias
semanas. Julieta não se
preocupa e diz que
quando o filho estiver
pronto, que quando ele
quiser, ele abrirá os
olhos. Foi assim, nos
primeiros dias de vida
que Thomás aprendeu o
que era livre arbítrio.
Um dia, sem mais nem
menos, Thomás abre os
olhos e olha direto para
Francisco, seu irmão de
6 anos.
Julieta é uma linda
mulher e uma mãe
amorosa. É médica de um
hospital e trabalha no
setor de emergência. É
casada pela segunda vez
com Alexandre, pai de
Thomás. Pedro, seu
primeiro marido e pai de
Francisco mora na
Argentina. Durante a
infância, os irmãos são
muito próximos, talvez
próximos demais, segundo
Pedro, que passa uma
temporada com eles em
Buenos Aires. Na fase
adulta, Francisco e
Thomas se tornam amantes
e vivem uma
extraordinária história
de amor.
Apesar das cenas dos
irmãos trocando carinhos
no banho e na cama,
Abranches, diretor do
filme, faz questão dizer
que não fez um "filme
gay", e nem saberia
dizer se os personagens
que criou são
necessariamente
homossexuais. "Pode ser
uma relação que acontece
só entre os dois",
desconversa. "Quis
apenas tratar de dois
assuntos que me
interessam bastante, que
são as relações amorosas
e a família".
O
fato de Francisco e
Thomás serem meio-irmãos
não foi uma forma de
aliviar a história. "Não
tinha nem o que aliviar
ali", diz o diretor, que
também assina o roteiro.
"Quando jovem fui um
ávido leitor de Eça de
Queiroz e reli 'Os
Maias' várias vezes,
talvez na esperança de
que alguma vez os
protagonistas fossem ter
um final feliz", diz.
"No meu filme, queria
uma história de amor
entre irmãos que não
tivesse que acabar em
sangue, como sempre
acontece", diz Abranches,
que não vê problemas
numa relação como a
retratada no filme:
"estou esperando alguém
me dizer por que não
poderia acontecer".
Uma das características
do filme que mais deve
causar desconforto,
segundo o diretor, é o
fato de a relação de
Francisco e Thomás ser
tratada como algo
perfeitamente normal.
"Quero poder levantar
uma discussão sobre
esses dois tabus, mas
sem focar neles; em
nenhum momento no filme
isso [a viabilidade do
romance] é posto em
discussão". Ele também
acredita que a relação
incestuosa retratada não
é mais polêmica do que o
fato de serem dois
homens. "Já li
comentários indignados
por causa do incesto,
mas tenho certeza de que
o que incomoda mais é a
relação entre dois
rapazes. A
homossexualidade é mais
tabu que o incesto entre
irmãos", acredita o
diretor.
"Do Começo ao Fim" está
em fase de finalização e
deve ficar pronto em
três meses, e ainda não
tem data de estreia
definida. Com cenas
rodadas no Rio de
Janeiro e em Buenos
Aires, o orçamento deve
chegar a R$ 2 milhões,
valor considerado baixo
por Abranches. Se o tema
polêmico do filme pode
ter compremetido a
captação de recursos, a
distribuição está
garantida, conta o
diretor. E depois das
primeiras discussões e
debates, as expectativas
são otimistas.
Por Marcos Freitas
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Nossa
Verdadeira Beleza
Certa
vez, num momento em que
eu me encontrava
completamente
desorientado diante da
minha vida sentimental,
minha irmã me
aconselhou: Quer
saber se uma pessoa
realmente gosta de você?
Sim, claro que quero –
respondi prontamente.
Então ela me disse:
Deixe essa pessoa livre,
deixe a ir embora e se
ela voltar é porque ela
realmente te ama. Segui
o conselho de minha
irmã, e assim como ela
disse, o amor se foi,
mas depois voltou.
Há algumas semanas, assisti o musical “A Bela e a Fera” e me lembrei desse ocorrido. Na apresentação, em determinado momento a Bela confessa a Fera que sente saudades do seu pai, ele olha para ela e diz: Bela, você não é mais a minha prisioneira, pode ir ver o seu pai. Ela foi, mas depois voltou porque o amava. Ela conseguiu enxergar além da aparência física e viu que aquela Fera, por dentro era belo e se apaixonou por sua essência.
Às vezes me indago se existem pessoas que ainda dão valor para a essência, para o cerne do individuo. Vivemos num Mundo que valoriza tanto o industrializado, o esculpido e o preestabelecido como padrão, que a cada dia invertamos ainda mais os nosso valores. O que as siliconadas farão quando a moda não for mais o peitão? Ou melhor, o que farão os indivíduos que valorizam o artificial diante de uma oportunidade única de amar e ser amado? Provavelmente deixarão essa oportunidade passar sem se darem conta do que deixaram escapar por suas mãos.
Temos que valorizar as mais simples situações, pois serão delas que nos lembraremos pelo resto de nossas vidas e só uma pessoa bem cuidada pode dentro, com uma beleza interior aflorada tem discernimento de reconhecer quais situações são essas e em que momento elas acontecem. A beleza exterior faz muito bem, mas do que ela vale quando o que somos por dentro desconstrói a nossa beleza estética?
Por Marcos Freitas
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Sem Homofobia mais cidadania - Pela Isonomia dos Direitos
A
comunidade Gay do Brasil
precisa se mobilizar em
prol das políticas
públicas inclusivas ao
cidadão homossexual.
Desde 2006, está
tramitando no congresso
o PLC 122/2006, a
chamada lei da
Homofobia, que se for
aprovado, vai ser
fundamental para
conquista da cidadania
plena da comunidade LGBT.
O projeto está para ser
votado a qualquer
momento, a plenário
estava marcada para
amanhã, mas foi
cancelada e talvez ela
seja remarcada para
semana que vem, dia 13.
Nesse momento,
precisamos mais do que
nunca de mobilização
para mostrarmos ao
congresso o quão
importante é a aprovação
imediata do mesmo para
todos os gays do Brasil.
Vamos mostar que somos
politizados e que
sabemos cobrar os nossos
direitos.
De autoria da
ex-Deputada Federal Iara
Bernardi e aprovado na
Câmara dos Deputados, o
projeto está hoje sob a
relatoria da Senadora
Fátima Cleide. Muitos
são os que criticam o
projeto, dizendo que com
ele será instituída a
"lei da mordaça gay".
Religiosos dizem que a
lei irá restringi-los de
levar a “palavra de
deus” em seus templos,
mas o que eles realmente
temem, é não terem mais
o direito de
discriminarem os
homossexuais em nome de
deus. O que os
religiosos não dizem aos
seus fiéis, é que o
mesmo projeto que
criminalizará a
homofobia em todo o
território nacional,
também criminalizará
discriminações por raça,
cor, etnia, religião,
procedência nacional e
gênero.
Abrangência da Lei
Serão
punidos crimes de
intolerância contra
gays, mas também serão
punidos com o mesmo
rigor crimes de
intolerância religiosa.
Sem homofobia, mais
Cidania - Pela Insonomia
dos Direitos.
Serão punidos
estabelecimentos que
proibiram a permanência
de gays, mas também
serão punidos com o
mesmo vigor os
estabelecimentos que
cometerem o mesmo com os
religiosos.
Serão punidos os
processos seletivos que
dificultarem o concurso
para gays, mas também
serão punidos com o
mesmo vigor os processos
seletivos que cometerem
o mesmo com os
religiosos.
Serão punidos os
empregadores que
demitirem direta ou
indiretamente gays, mas
também serão punidos com
o mesmo vigor os
empregadores que
cometerem o mesmo com os
religiosos.
Serão punidos hotéis,
motéis, pensões ou
qualquer outro
estabelecimento similar
que sobretaxar, impedir,
preterir ou impedir a
hospedagem de gays, mas
também serão punidos com
o mesmo vigor os
estabelecimentos que
cometerem o mesmo com os
religiosos.
Serão punidas as
instituições financeiras
que sobretaxar, impedir,
preterir ou impedir
locação ou compra de
imóveis, mas serão
punidos com o mesmo
vigor as instituições
financeiras que
cometerem o mesmo com os
religiosos.
Serão punidas empresas
ou pessoas que impedir a
manifestação de
afetividade de gays em
locais públicos ou
privados, mas serão
punidos com o mesmo
vigor empresas ou
pessoas que cometerem o
mesmo com os religiosos.
Serão punidas pessoas
que praticar, induzir ou
incitar a discriminação
ou preconceito contra
gays, mas serão punidos
com o mesmo vigor
pessoas que cometerem o
mesmo com os religiosos.
Serão punidas a
proibição de livre
expressão e manifestação
de afetividade do
cidadão gay, sendo estas
expressões e
manifestações permitidas
aos demais cidadãos.
Como podemos observar, o
PLC 122/2006, o projeto
de lei que os
evangélicos chamam de
Mordaça Gay, protegem
tanto os gays, como os
próprio evangélicos, mas
será se eles sabem
disso? Creio que muitos
ignoram essa informação.
Vejo a maioria dos
evangélicos como
papagaios doutrinados
que repetem veemente
aquilo que ouvem de seus
lideres. Poucos sabem da
abrangência do PLC
122/2006 e muitos do que
sabem ignoram o fato da
lei também visar os
crimes de intolerância
religiosa, para estes, é
mais importante ter a
segurança de discriminar
homossexuais, do que
ter-lhes direitos
assegurados contra a
discriminação religiosa.
Exerça a sua cidadania
em favor da aprovação do
PLC 122/2006, ligue
agora mesmo para o
Senado Federal (0800 61
22 11) e peça aos
senadores de todo o
Brasil para votarem a
favor da liberdade de
viver, a favor da
criminalização da
discriminação contra a
comunidade Gay e os
demais “grupos de
minorias” que o projeto
contempla. No TeleSenado,
a telefonista irá
pedir-lhe o seu nome
completo, CPF e CEP da
sua residência, esses
dados são para evitar
que a mesma pessoa
utilize diversas o
serviço com o mesmo
objetivo. Caso não se
lembre dos senadores que
representam o seu
Estado, não se preocupe,
pois a telefonista
também irá lhe informar
quais sãos os seus
senadores. Em São Paulo,
somos representados
pelos Senadores Aloizio
Mercadante, Eduardo
Suplicy e Romeu Tuma.
Divulgue essa mensagem.
Vamos fazer uma corrente
entre blogs para que
essa informação chegue
ao maior numero de
pessoas possíveis. Quem
é contra a homofobia, é
a favor da vida.
Por Marcos Freitas
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O Amor é Importante, Porra !

Semana
passada, estava passando
pela Av. Cruzeiro do Sul
e vi pixado no murro de
uma Escola Técnica
Estadual que fica ao
lado do Shopping D a
seguinte frase: “O Amor
é Importante. Porra!”.
Nunca li nada mais
sensato e coerente nos
murros emporcalhados de
São Paulo do que a frase
em questão. Estamos numa
sociedade em que cada
vez o individualismo se
faz mais presente e as
demonstrações de amor,
carinho é afeto são
tidas como sinais de
fraqueza. Eu penso o
contrário e me explico:
Numa sociedade em que
cada vez existe um culto
ao “eu”, os que ouçam
liberarem os seus
sentimentos, mostrarem a
verdadeira cerne dos
seus corações, são os
grandes heróis da
sociedade.
Disse o poeta que
dispensa quaisquer
apresentações que “O
amor é o ridículo da
vida. A gente procura
nele uma pureza
impossível, uma pureza
que está sempre se
pondo. A vida veio e me
levou com ela. Sorte é
se abandonar e aceitar
essa vaga idéia de
paraíso que nos
persegue, bonita e
breve, como borboletas
que só vivem 24 horas.
Morrer não dói." Eu não
tenho medo da morte.
Tenho medo de viver e
não ser amado. Assim
como diversas partes do
corpo, o coração também
tem propriedades
regenerativas, mas como
o fígado, que submetido
a constantes desgastes
chega a um ponto
irreversível, assim
também ocorre com o
coração.
Amar não dói, o que dói
é a insignificância na
qual somos submetidos
quando esse amor não é
correspondido. Sorte tem
as borboletas que vivem
24 horas num paraíso
bonito e breve, muitos
de nos passamos à vida
inteira sem sequer saber
em qual direção se
encontra o paraíso de
viver, de amar e ser
amado. Eu sou intenso e
de outra forma não sei
viver, podem atirar-me
pedras e criticar-me,
mas prefiro entregar-me
de corpo e alma ao amor,
passar por um paraíso,
nem que seja brevemente,
do que me submeter a uma
vida inteira sem
prazeres e amores.
Só quem ama e não
esconde seus sentimentos
de ninguém conhece a dor
da recusa de um amor, e
não me refiro somente às
situações mais
abrangentes como o
inicio de um
relacionamento, também
quero evidenciar as
pequenas recusas do dia
a dia, o impedimento do
encontrar das mãos. Amar
é tão sublime, que não
há necessidades de poda.
Não vejo o porquê
colocarmos limites para
o amor, pois é em nome
do amor que as mais
lindas histórias são
fundamentadas. O amor é
importante, porra!
Por Marcos Freitas
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Mendigos de Programa
Uma
moça de família
respeitada e
conservadora estava
andando pelo centro
decadente de São Paulo,
no lugar onde a
sociedade capitalista e
hipócrita escondem seus
filhos rejeitados. Ao
passar por um desses
filhos, ela recebeu uma
proposta: e você me der
um real eu te chupo
todinha – disse o
maltrapilho ao ver a
moça passar.
Ela fingiu que não era
com ela e continuou o
seu caminho, mas assumiu
na mesa de bar que se
estivesse disposta a
negociar, ele daria R$
1,50 que acabará de
arrecadar na última
parada do farol.
Achei a idéia inovadora
e deveríamos criar
mecanismos para os
potencias “mendigos de
programa” se
profissionalizem. Temos
que desenvolver um
trabalho de base,
criando trabalhos
assistencias para
ajuda-los nesse inicio
de carreira. Sugiro a
criação da “Bolsa Bofe
de Programa” e incluir
nela o custeio de
academia, roupas e banho
para os profissionais,
pois ser “chupada
todinha” por um "bofe
tudo", malhado e de
banho tomado e pagar por
isso apenas um real, não
tem preço.
Por Marcos Freitas
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