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PASSAGEIRO DO MUNDO por Marcos Freitas

A Vida em Preto e Branco

Qual é o Verdadeiro Sentido da Vida? Creio que essa é uma das perguntas mais questionadas na humanidade e que na verdade ninguém sabe qual é esse “”sentido, se é que exista um sentido exato. Se eu soubesse o sentido, não diria a ninguém, pois gostaria de chegar lá antes de todo mundo. Muitos dizem que na vida temos que andar sempre à frente, mas isso é algo questionável, e se esse “sempre à frente” for o sentido contrário? Estamos nos autodestruindo, não somos capazes de regular o ecossistema que é a única forma de garantir a nossa vida longa aqui na Terra. Somos incapazes de conter o desmatamento da Amazônia e o Aquecimento Global e de tempos em tempos uma nova profecia de Nostradamus - que anuncia o fim do Mundo - ganha espaço da mídia. O “Fim do Mundo” está iminente? Viveremos para ver esse fim? Se o fim está mesmo próximo, essas preocupações são secundaria, pois ninguém sobreviverá e ele.

Talvez, num passado remoto, alguma civilização estava no “verdadeiro sentido” da vida e essa civilização chegou lá, em algum lugar onde esse sentido nos leva, no lugar para onde todos pensam que caminham e nunca chegam. Essa civilização, acostumada com a vida nômade que estavam levando durante gerações, continuou sua jornada, buscando por outros sentidos de vida, pegando o caminho inverso ou diagonal ao antes percorrido e de lá para cá, toda a humanidade caminha desenfreadamente para a destruição, por um caminho qualquer que não nos leva as respostas que tanto buscamos. Tudo porque a humanidade se habituou a vida nômade. Acredito que o homem caminha firme até a sua auto-aniquilação, alguns se darão conta do fim e rapidamente se voltarão para o caminho contrário, esses ganharão apenas um fôlego de vida, mas o fim já estará marcado.

Às vezes duvido se existe um significado para tudo o que estamos vivendo na Terra. Talvez essas dúvidas existam por conta da destruição dos signos que serviriam para reger nossas vidas. A ciência evolui numa velocidade tão grande a ponto de termos que apertar o nosso passo para acompanhá-la, mas tudo isso a troco de que? Vemos o homem desenfreadamente procurando um elixir da longa vida, ninguém quer deixar esse mundo, talvez isso seja uma fuga, o desconhecido é aterrorizante e nenhum de nos sabemos com certeza o que encontraremos depois da vida. E se a morte for o sentido da vida? Se sim, fugimos durante toda a vida de algo que nos completaria. Na morte, espero encontrar respostas para perguntas que fiz/faço e/ou farei e se elas não forem plausíveis, não responderei pelos meus atos, seja qual for o lugar que eu estiver. Por muito tempo, busquei responder tais perguntas nas religiões, que por sua vez não me responderam, foram superficiais em suas respostas.

Não acredito que um criador criou a homem e deu a ele o livro arbítrio a fim de buscar por verdadeiros adoradores e que os verdadeiros adoradores herdarão o reino dos céus e aqueles que se recusarem a adorar o criador padecerá no inferno. Toda essa história entra em conflito com a onisciência, onipotência e onipresença. Se Deus sabe de todas as coisas (passado, presente e futuro), tem todo o poder e está em todo lugar, quando ele criou o homem ele sabia quem seria os seus verdadeiros adoradores e quem caminharia para o inferno, com base nisso: Onde fica o nosso livre arbítrio? Pelo fato de sermos pré-destinados por Deus, não existem verdadeiros adoradores, tais seres já foram criados com esse intuito. Parei com a religião quando me dei conta que o livre arbítrio vai contra a onisciência, onipresença e onipotência de Deus. Religião é uma ótima fuga para quem não consegue significar sua vida e não convive bem com algumas respostas, pois nela, quando nos as encontramos, nos firmamos que existem conhecimentos que só pertence a Deus.

Por Marcos Freitas
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Depressão: O Mal da Era Moderna

Sabe quando bate aquela “depresãozinha” e da uma vontade de ficar sozinho, sem falar com ninguém? Então, esses momentos são ótimos para reflexões, para reavaliar quem nos somos, queremos ser e o que projetamos para o futuro. São instantes mágicos e o pós-depressão é seguido de muita atitude e renovo. O problema é quando esse instante vira uma constante e essa “depresãozinha” se acentua e torna-se um problema patológico. Nesses casos, a rápida percepção de quem rodeia o individuo, bem como familiares e amigos, é fundamental para o apoio ao mesmo.

O estado de depressão, que de certa forma é até positivo para reflexões, é uma estado natural do ser humano, como indivíduos, temos alterações de humor e ficamos triste, alegres, deprimidos ou apáticos, tudo de acordo com o que estamos vivendo, com a fase de nossas vidas. O individuo deprimido não tem alteração alguma de humor, faça sol ou faça chuva, ele está deprimido e para sair dessa situação ele precisa da ajuda de um profissional.

A depressão é causada por uma falha nos neurotransmissores, que são os agentes químicos que levam a informação de um neurônio para outro. Os neurônios, ao contrário do que se imagina, não estão unidos uns aos outros como as demais células do corpo. Eles possuem um espaço entre eles que precisa ser preenchido por substâncias que tenham a capacidade de transmitir a informação para que ela cheque até o próximo neurônio e assim circular no sistema nervoso e fazer contato com o cérebro.

O desencadeamento da depressão vem por intermédio de não reconhecimento ou pela falta dos papeis sociais. Os papeis sociais nada mais é do que a nossa representatividade no mundo. Na nossa vida, desempenhamos vários papeis sociais, como por exemplo: o papel materno/paterno, os fraternais e os papeis de vida social e profissional. Esses papeis são os nossos guias, dizem quem somos no mundo e quando não os temos, passamos a não ter representatividade alguma. Sempre frisar a importância de um querido, o apreço que temos por familiares e amigos e gratificar quem nos rodeia, pode salvar uma pessoa da depressão.

Por Marcos Freitas
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Amor: O Signo da Vida

Quando eu era criança, acreditava que o amor era o grande signo da vida e que tudo era possível quando não estamos sozinhos. Sonhava em encontrar alguém para dividir minha vida por inteiro, nunca pensei numa pessoa encantada, nos meus sonhos, a pessoa que estava ao meu lado, dando significado a minha vida, era alguém comum, de fácil alcance dentre as mais de seis bilhões de pessoas que temos no mundo. O tempo passou e eu fiquei a procurar por alguém especial, durante esse tempo todo varias pessoas passaram pela minha vida, porém desempenharam papeis minoritários, julgo que se não houve nada “além”, é porque na verdade eram apenas pessoas com algumas afinidades em comum.

Pior do que não amar e não ser amado é amar e não ser amado. Amar sozinho não está nos planos de ninguém, sempre sonhamos com um amor compassado, no ritmo certo da vida, mas nem sempre é o que encontramos na vida real, fora da plataforma dos sonhos afetivos. Dizem que durante uma vida inteira encontramos em média duas pessoas pela qual seriamos capazes de dar nossa vida por elas, essas estimativas são camufladas por conta do próprio comportamento humano. Estamos vivendo a era da velocidade, onde os jornais são banalizados pelos sites de noticias atualizados em tempo real. Essa velocidade da vida, esse desenrolar dos fatos afeta a nossa forma de nos relacionarmos, muitas das vezes, por conta da velocidade dos acontecimentos na era digital, deixamos passar batido um alguém que mudaria por completo a nossa vida, que dariam os significados que tanto almejamos.

Por alguns momentos, para ser mais exato, por alguns anos, acreditei ter encontrado “a pessoa” que me ajudaria a significar a minha vida e de fato encontrei, mas não para sempre como idealizava, encontrei por apenas seis anos. Foram seis anos sentido o perfume das rosas e o encravar dos espinhos, com a vida sempre fui realista e nunca esperei apenas pelos bons momentos, aliás, acredito que os maus sãos mais freqüentes e necessários que os bons momentos e por isso que julgo ser indispensável uma vida a dois, pois, na dor, o sofrimento é dividido. Hoje, vivencio meus momentos sozinho, confesso que as alegrias encontram-se bem próximas da apatia e as tristezas ficam bem ao lado do desespero. As conquistas não têm o mesmo sabor quando não são compartilhadas, divididas e vivenciadas com outra pessoa.

Semana passada, fui ao casamento de uma amiga. Ela estava deslumbrante, vestido branco, buquê vermelho, daminhas e pajens e festa de arromba. Na cerimônia, cochichei com a minha mãe: “Isso não passa de um teatro, se eles não estiverem dispostos a levar uma vida a dois, todo esse juramento não vale nada”. Acho extremista quando o padre questiona se ambos ficaram um ao lado do outro até que a morte os separe, sabemos que isso não existe e que se não houver a criação e manutenção de mecanismos que levam ambos a alimentarem o prazer de estar junto, esse “pra sempre” não durará muitos anos. Na ocasião do casamento, lembrei-me do matrimonio de uma amiga que foi realizado na mesmo igreja e no qual eu fui um dos padrinhos, além de padrinho, conduzi a noiva até a igreja. Quando cheguei à porta da igreja matriz eu brinquei e perguntei a minha amiga: “Ainda dá tempo de mudar de idéia, se você quiser, arranco com o carro e tiro você daqui”. Minha amiga sorriu e disse que não era necessário, hoje, essa amiga me ligou e disse com uma voz tristonha que teria sido muito melhor se ela tivesse pedido para eu arrancar com o carro e tira-la dali. Fiquei triste com a declaração, fui testemunha dessa união e faço votos que ela dure.

Um dos grandes equívocos que cometemos no que tange os relacionamentos afetivos, é imaginar que o amor é uma ciência exata e tentar desesperadamente resolver a equação “eu = a você”. As pessoas são diferentes, reconhecer essas diferenças e aceita-las é um grande passo no percurso de um relacionamento duradouro. Orgulho, individualismo e falta de dialogo minam qualquer relacionamento, quando estamos com alguém, muitas das vezes temos que ceder, pedir desculpas, dizer que sente muito e que não seria a mesma coisa sem você. Quando somos amados, sentimos, mas às vezes precisamos ouvir com todas as letras um forte e entonado “eu te amo”, ser companheiro e dizer o que sente são ações imprescindíveis para fazer valer todos os dias as juras feitas nos momentos movidos pela paixão.

Por Marcos Freitas
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Dia Mundial da Luta contra AIDS

Desde 1981, quando começaram os surtos de duas doenças raras entre jovens homossexuais masculinos nos EUA, e mais tarde em 1984, quando descobriram que tais surtos se tratavam do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), uma doença que destrói o sistema imunológico do indivíduo, o Mundo nunca mais foi o mesmo. As doenças raras se tratavam da pneumocisti carinii, uma forma de pneumonia, e um câncer, o sarcoma de Kaposi que normalmente infectavam homens mais velhos, ambas as doenças eram desenvolvidas por conta da infecção ao HIV. Em 1985, cientistas conseguiram desenvolvem um teste para diagnosticar a infecção pelo HIV.

Quando criança, fiquei vulnerável ao vírus por conta de uma transfusão de sangue que fui submetido, foi em 1983, no "boom" da infeção. Naquela época pouco se falava da nova doença, a sociedade médica pouco sabia das sua causas e conseqüências, tudo era obscuro, incerto. Messes depois, o governo solicitou que as pessoas que foram submetidas à transfusão de sangue realizassem os exames de detecção ao HIV, para a minha sorte, o meu deu negativo e não fiquei entre as primeiras vitimas de HIV no Brasil, vitimas que tiveram suas vidas ceifadas. Mas a apreensão da sociedade não cessou com a descoberta do exame, pois mesmo depois de 85, muitas pessoas continuaram sendo infectadas por intermédio da transfusão de sangue.

Uma amiga da minha mãe, evangélica, e que provavelmente só teve um homem em toda a sua vida, foi vítima do HIV. Em sua segunda maternidade, ela necessitou fazer uma transfusão. Algum tempo se passou, e ela começou a perder peso rapidamente, ela até ficou feliz, pois precisava emagrecer, mas começou a se preocupar quando começou a ficar muito abaixo do seu peso. Ela procurou um médico, e foi diagnosticado que ela tinha HIV. Tempos depois ela faleceu, o caixão foi lacrado. Ela deixou três filhos e o marido. Dos quatro, apenas o filho mais velho não estava contaminado com o vírus. O marido foi para Minas, o escândalo foi muito grande e a convivência deles na sociedade tornou-se impossível. Imaginem: Nos anos 80 as pessoas imaginavam que HIV se pegava com o toque.

Com o avanço da medicina, houve uma melhoria na sobrevida das pessoas que vivem com a AIDS. Estima-se que há 630 mil infectados no Brasil e que 230 mil pessoas não sabem da infecção. Em 1980 existiam 15 homens para cada mulher infectada, hoje essa estimativa está em 15 homens para 10 mulheres, esse fenômeno pode ser explicado pela maior independência da mulher em relação ao homem, a conquista ao mercado de trabalho e a luta do movimento feminista para a liberdade sexual.

Tenho amigos que convivem com o HIV. Apesar de todos os avanços da medicina, sabemos que o coquetel de medicamentos é uma tortura para os que têm que conviver o mesmo. Espero ver um dia a cura da AIDS, mas, antes disso, espero ver uma sociedade consciente, uma sociedade que não troca a sua integridade física por alguns momentos de prazer sem camisinha num sexo casual. Espero que o dia de hoje seja de reflexão, e que a sociedade consiga evoluir na grande luta contra a AIDS.

Por Marcos Freitas
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E-Dub

Na viagem que fiz para Piracicaba, tive a oportunidade de conhecer a E-Dub, melhor boate gay da região de Piracicaba. Vários convites já haviam sidos feitos para conhecer a boate através do Pedro Pitanga da Ômega Hitz e ele sempre argumentava que a balada era tudo de bom e que eu precisava conhecer. Vontade não faltava... Quando surgiu a possibilidade de participar do Seminário de Políticas Públicas e da Parada Gay de Piracicaba, entrei logo em contato com o Pedro para constatar se ele estaria na E-Dub, ele disse que sim e para melhorar ainda mais a noite, o Leo Granieri também estaria na balada, achei luxo.

Fui a balada no sábado passado (07/11), além da programação normal, houve uma festa pré-parada na boate. O Léo estava hospedado no mesmo hotel que eu, marquei de irmos juntos. A entrada da balada estava movimentada e a rádio Ômega Hitz estava com a sua unidade móvel, sob o comando do locutor Molina, que também participou de toda a programação do seminário. A drag Theo era a hostess da balada, a Dimmy Kieer também compareceu a balada, elas, juntamente com o Léo, fizeram uma farra generalizada ao vivo na rádio Ômega Hitz cantando “I’m a Single Ladies” da Beyoncé, foi inevitável não mergulhar os meus pensamentos em São Paulo e/ou a quem ficou em São Paulo.

A casa tem uma mega-estrutura, pista, bares, camarotes e um espaçoso lounge, o sistema de ventilação da casa é o ponto forte, a pista principal é toda equipada de um sistema de ventilação no chão, é impossível passar calor na E-Dub. A cartela de bebida incluía a tão apreciada tequila, mas não fiquei motivado em tomar tequila sozinho, tomei vários drinks chamado “Green”, caipirinhas e um drink que levava o nome de casa, uma batida de pêssego. Não preciso dizer que fiquei super simpático.

Saímos da casa por volta das 7 da manhã com a pista super animada, o DJ Davis Dee, que tive a oportunidade de conhecer na Parada Gay, confessou que comanda o som até o ultimo cliente sair da pista, em São Paulo, cansei de sair das baladas ao som das vassouras da equipe de limpeza. Sou assim mesmo, difícil de sair, mas quando saio, tenho que me divertir até não agüentar mais. Pretendo voltar na E-Dub em outras ocasiões e da próxima vez acompanhado para virar algumas tequilas e potencializar a curtição.

Por Marcos Freitas
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Preconceito: cada um tem o seu!

Ontem, assisti o polemico documentário “Olhos Azuis”, idealizado pela americana Jane Elliot, uma mulher branca, de coragem e que enfrentou o preconceito racial da sociedade americana dos anos 60. Elliot era professora primaria e para mostrar aos seus alunos brancos como as outras crianças que não tinham a cor da pele caucasiana e/ou os olhos azuis sofriam por conta da imposição da classe dominante, ela realizou um exercício em sala de aula, separou as crianças pela a cor dos olhos com colares de papel no pescoço e as inferiorizou, dizendo que não eram capazes, que não poderiam usar o mesmo banheiro e bebedouro e que não podiam brincar com as demais crianças, pois se não podiam usar os mesmos banheiros e bebedouros, significavam que eram sujas e deveriam ficar separadas no horário do intervalo.

A experiência no colégio infantil durou apenas um dia, mas mudou a vida daquelas crianças para sempre, no final da aula elas tiraram os colares que as estigmatizaram e aprenderam uma grande lição acerca do preconceito. Só quando sentimos o preconceito na pele, sabemos como é difícil ser separado por condições que são inerentes ao ser humano. Ainda criança, eu senti isso na pele, fui separado no colégio porque os meus gostos e tendências não condiziam com aos gostos dos demais meninos, não gostava de futebol, não falava de meninas, era extremamente educado e gostava de estudar. As crianças são implacáveis, não perdoam, nunca perdoaram ninguém. Acabei me juntando ao grupo dos excluídos, entre eles estavam o meu amigo “Léo Gay”, a “Janaina Gorda” e eu, o "Marcos Viadinho”.

Na época, eu fazia natação com o “Léo Gay”, na nossa turma havia outro garoto do nosso colégio, ele estudava na minha classe, sempre, no horário da saída da natação ele nos ofendia (o Léo e eu), até que um dia eu comecei a bater nele. Ele xingava e corria, eu ia atrás, eu era mais forte que ele, mas ele corria mais rápido, mas quando eu pegava, batia com gosto. No outro dia, ele contava para amigo dele, de outra série, que eu havia batido nele, ai ele me batia e dizia que nã para nenhuma gayzinho bater no amigo dele, no outro dia, na natação ele novamente me xingava, eu novamente batia nele e na saída do colégio o amigo dele me batia novamente, e isso virou um circulo vicioso que durou o ano inteiro, no outro ano, minha família se mudou e eu mudei de colégio e o circulo se rompeu.

No documentário, Jane Elliot repete o exercício feito com os seus alunos primários, com adultos, separando os de olhos azuis e tratando-os com inferioridade. Em duas horas, Elliot prova que o poder da persuasão é capaz de deprimir pessoas resolvidas e bem sucedidas e depois critica dizendo que eles passaram por aquilo por apenas duas horas e pergunta: como ficam os negros, homossexuais, gordos e tantos outros grupos estigmatizados pela sociedade? No Brasil, o preconceito está tão difundido na sociedade, que me assusta. Vejo aqui o preconceito dentro dos grupos de minoria, gays estigmatizando gays e negros estigmatizando negros e isso ocorre de uma forma tão sutil que acabou surgindo uma nova modalidade de preconceito: o preconceito de ter preconceito.

O primeiro passo para acabarmos com esse câncer que consome a sociedade, é não se enganar e assumir para si mesmo os seus preconceitos, sempre ouvimos declarações do tipo: “Não tenho nada contra gays, mas não quero ter um filho gay” ou “tenho amigos negros, mas não me casaria com um”. Temos que acabar de vez com a hipocrisia e assumirmos as nossas falhas sociais e assim como o documentário “Olhos Azuis” deixa bem claro, o preconceito só acabará com a imposição, grupos reprimidos tem que se sobressair diante dos seus opressores e se portarem da mesma maneira, ou seja, negros se portando como brancos e gays se portanto como héteros. Não me refiro às questões culturais, essas particularidades tem que ser preservadas, me refiro ao comportamento social, negros, gays e demais grupos reprimidos tem que se portarem com dignidade e combater com afronta o preconceito e fazer valer os seus direitos, somente assim essa situação será revertida.

Por Marcos Freitas
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Terapia Musical

É impressionante como as músicas têm um caráter terapêutico, no mesmo instante que achamos que está tudo errado, que a vida não tem sido generosa e que muitas das vezes dá vontade de desistir de ser um bom garoto, mudamos de ideia ao ouvir uma boa música que marcou um bom momento e que nos faz lembrar que temos bons antecedentes e uma reputação a zelar. A música, como qualquer outro tipo de manifestação artística, nos faz voltar as primícias, nos coloca em contato com o nosso íntimo, nos remete as nossas origens.

Fui extremamente sincero com um fato de minha vida, criei situações, que depois parando para pensar, refleti que tal comportamento não é meu, no geral não sou tão "abusado", me contenho em meio as situações, mas confesso que gostei do "Marcos" que estava escondido dentro de mim, me surpreendi, fui enfático no que queria e literalmente corri do que me atraiu... Achei que seria pertinente experimentar a verdade absoluta, mas tenho a impressão que a verdade nem sempre tem que ser dita, mas sim vivenciada. A verdade é fascinante, mas ao mesmo tempo é assustadora e na sociedade plástica que estamos acostumados a viver, temos que a todo momento fazer uma releitura do real e editar apenas o que é pertinente para determinadas situações.

De tempos em tempos tem uma música que marca a minha vida e se a minha vida fosse um filme ou uma novela, certamente tal música faria parte da trilha sonora da mesma. Dentre as músicas que já sonorizou a minha vida, estão: Fácil (Jota Quest), Primeiros Erros (Capital Inicial), Quando a Chuva Passar (Ivete Sangalo), Borboletas (Vitor e Léo), Perfect (Simple Plan), Wake Me Up When September Ends (Green Days), Viva la Vida (Cold Play) e recentemente, anda fazendo a trilha sonora da minha vida algumas músicas um pouco badaladas, como: Halo (Beyoncé), Hush Hush (The Pussycat Dolls), Circus (Britney Spears), I Gotta Feelin (Black Eyed Peas), I Didn't Know My Own Strength (Whitney Houston) Poker Face (Lady Gaga) e When Love Takes Over (Kelly Rowlanda).

Ultimamente estou um pouco baladeiro, isso explica o porque de tantas músicas que estão nas paradas de sucessos entre as minhas favoritas, com o passar do tempo, sei que algumas delas serão esquecidas e outras se juntarão ao grupo das primeiras, como: I Gotta Feelin e When Love Takes Over que estão marcando com mais intensidade o atual momento da minha vida. Amo uma boa música e não existe nada melhor do que se cercar delas em momentos de pequenas instabilidades emocionais. Encerro esse post por aqui, mas fico ouvindo When Love Takes Over de Kelly Rowlanda, música que tem o melhor clipe dos últimos tempos.

Por Marcos Freitas
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Pontuando o Amor

Penso que não é uma tarefa tão fácil separar o amor do sexo. Talvez o amor seja aquele sexo compassado, no ritmo certo do sentimento, obedecendo a cada batida do coração. O apenas sexo não segue uma sinfonia, o movimento não respeita ritmo algum, mas da mesma forma que o amor, o “apenas sexo”, arrebata corações. Há quem prefira o “apenas sexo”, outros românticos preferem o amor, ou melhor, o amor com sexo. Eu gosto de sexo, e, com amor, ele fica muito melhor.

Sexo é bom com afinidade e isso é conquistado apenas com o tempo, às vezes com muito tempo. Hoje não tenho mais uma visão romântica dos relacionamentos, apesar de acreditar que duas pessoas possam viver juntas para sempre, não acredito mais no “amor eterno”, na verdade até acredito, mas esse amor se transforma em outros amores maiores. A vida inteira é muito tempo para durar um amor, mas quando no “roll” de sentimentos que engloba esse amor existem a amizade, o companheirismo, o carinho e o afeto, esse amor, pode sim, durar uma vida inteira.

O amor começa a ter um fim com o descompasso, quando duas pessoas estão juntas, mas os seus objetivos estão em lados opostos. Quando não há mais razão para sustentar sentimentos em comum, como, amizade, companheirismo, carinho e afeto, o amor acaba. Meus avôs viveram 50 anos juntos, é muito tempo, muito mais do que toda a minha vida. Não acredito que é do instinto do ser humano viver tanto tempo com a mesma pessoa, num relacionamento monogâmico, mas confesso que isso me fascina, é a maior prova de amor que possa existir. Não acredito que eles chegaram à terceira idade com o mesmo amor da juventude, acredito que eles se respeitavam e queriam estar juntos, e esse é a maior prova de amor que existe, pois mesmo com o fim do sentimento genuíno, o amor se transforma e perpetua.

Hoje não busco apenas o amor, pois esse sentimento é mundano e tem o seu fim, hoje prezo pela amizade, companheirismos, afeto e sexo e quando todos esses fatores são encontrados e somados com o amor, as possibilidades de um relacionamento duradouro e talvez para sempre se tornem infinitamente mais viáveis. No meu relacionamento anterior encontrei tudo isso, mas por outros fatores que ainda não consegui digerir, o relacionamento teve o seu fim e provou que nada é eterno. Ainda continuamos juntos e talvez nos amando mais do que antes, num amor sem objetivo, cobranças e curiosamente com mais afinidades do que o anterior, enfim, hoje somos amigos. Creio que vou morrer sem entender esse lance de amor, mas de uma forma ou de outra, quero morrer amando.

Por Marcos Freitas
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Uma Verdadeira Novela...

Definitivamente minha vida virou uma novela mexicana, com direito a enredo cafona e tudo mais. Estou pensando seriamente em passar a usar um nome social, abolir o “Marcos Freitas” e usar um “Marcos Fernando” ou “Marcos Roberto”, nomes duplos combinam mais com melodramas mexicanos. Minha história seria um prato cheio para a Televisa. Fico pensando em até que ponto eu sou o culpado por isso e percebo: eu sou o único culpado, a minha vida é única e intransferível, e tudo o que fazem nela, ocorre com o meu aval.

Há 10 anos, quando eu era apenas um garoto, acreditava que a vida era uma guerra de sentimentos, e, que constantemente o bem lutava contra o mal... Ainda acredito nessa pré-disposição da vida, mas hoje vou mais além: muitas das vezes nos permitimos que sentimentos, vibrações e desejos margeiem as nossas vidas e quando damos tais permissões, estamos tirando nossa sorte de nossas mãos e entregando-as ao alheio, passamos a não ser mais os autores de nossas vidas. Deixar que uma vida torne-se uma novela é muito simples, basta deixar que sentimentos alheios margeiem nossas vidas sem qualquer triagem, temos que escolher apenas os bons sentimentos como: o amor, o companheirismo, a fidelidade e a lealdade para fazer parte de nossas vidas.

Não compreendo como um sentimento tão lindo como o amor é capaz de repelir pessoas queridas. Acredito que a dose do amor não foi acertada, mas por outro lado, não vejo como o amor poderia se dosado, amor tem que ser bem-vindo em todas as cores e formatos. Mesmo minha vida se aproximando muito do enredo de uma novela, não acredito mais em finais dignos de uma trama televisiva, na vida os enredos são muito mais dinâmicos e nem sempre os finais felizes são certos e garantidos.

Por Marcos Freitas
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Parada Gay da Bahia completa 30 Anos


A 8ª Parada Gay da Bahia foi adiada para 25/10, último domingo de outubro, a partir das 11hs no Campo Grande. O motivo da mudança foi o atraso na liberação dos financiamentos que somente agora estão sendo disponibilizados pela Bahiatursa, Secretaria de Cultura e Prefeitura de Salvador.

Os organizadores da 8ª Parada Gay (LBGT) da Bahia esperam reunir 800 mil participantes, já que no ano passado marcaram presença 600 mil. Salvador ocupa o terceiro lugar nas paradas brasileiras, São Paulo com 3 milhões de participante e Rio de Janeiro com um milhão. Estão previstos 10 trios elétricos e um palco no Campo Grande para exibição de shows de bandas e transformistas antes e no final da parada. Mil agentes da PM e da Guarda Municipal farão o policiamento.

Todos os anos uma celebridade é escolhida para ser a madrinha ou padrinho da parada, que já contou com a presença de Ivete Sangalo, Mariene de Castro, Edson Cordeiro, Jerônimo, Preta Gil, Simone Sampaio e a Reitora da UNEB Profa. Ivete Sacramento. Como se trata de uma parada muito especial, em comemoração dos 30 anos de fundação do Grupo Gay da Bahia, o GGB fez um convite coletivo a 12 artistas baianos, todos eles simpatizantes à causa gay, para estarem presentes no alto do primeiro trio nesta parada histórica: Daniela Mercury, Claudia Leite, Margareth Menezes, Netinho, Carlinhos Brown, Xandy, Picirico , Sarajane, Gal Costa, Betania, Caetano e Gilberto Gil. “Seria ótimo que todos aceitassem o convite, pois os homossexuais são fãs de carteirinha destes artistas.

Além dos artistas, o GGB também fez o convite formal ao Governador da Bahia e à primeira dama, ao Prefeito de Salvador, aos Presidentes da Assembléia e da Câmara Municipal, insistindo na importância de sua presença como exemplo de solidariedade aos homossexuais – considerando que nos últimos dois anos a Bahia foi o estado onde mais homossexuais foram assassinados – 24 homicídios em 2008 e 17 mortes até agosto de 2009. “Bahia não rima com homofobia.

As celebrações dos 30 anos do GGB terão seu início na Parada e prosseguirão até o Carnaval, com sua festa de apoteose no 13º Desfile de Fantasia Gay, incluindo lançamento de um livro sobre os principais destaques da história do Grupo Gay da Bahia e um site com reprodução de todos os cartazes, postais e folders produzidos pelo grupo na luta contra a homofobia e a Aids.

Por Marcos Freitas
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Beyoncé no Réveillon carioca

A Prefeitura do Rio Janeiro confirmou que a grande estrela do Show da Virada em Copacabana será nada mais, nada menos, que a cantora norte-americana, Beyoncé Knowles. A data ainda não foi confirmada pela cantora, mas a prefeitura do Rio deve anunciar nesta semana os detalhes da festa, que contará com cinco palcos montados na areia. Antes de fechar com a Beyoncé para ser a grande artista da festa que está orçada em 15 milhões, a prefeitura do Rio tentou trazer Madonna e U2 para o evento. A escolha de beyoncé é assertiva, pois tanto Madonna como U2, estiveram rescentemente no Brasil

O pai da Beyoncé, Mathew Knowles, já havia cogitado a possibilidade da musa do R & B se apresentar na America do Sul. Na época, a mídia cogitou apresentações no Brasil e Argentina, que são os maiores mercados do continente, mas desta vez, o Brasil levou a melhor e será o palco de estréia da cantora no nosso continente. Quatro canções do novo álbum da cantora estão entre as mais tocadas nas rádios brasileiras: Diva, Halo, If I Were a Boy e Single Ladies. Só de saber que essas músicas farão a trilha sonora do nosso réveillon, fico animado.

Antes mesmo de ver essa notícia nos meios de comunicação tradicionais, eu fui noticiado pelo, talvez, maior fã da Beyoncé no Brasil, pelo Douglas Vilela. Ele me ligou meio afobado, dizendo alguma coisa de Beyoncé, depois falou Show, Brasil, Rio de Janeiro e Virada. Quando acordei, juntei as palavras e deduzi: A Beyoncé fará o show da Virada no Rio de Janeiro.

Esse ai é um fã de verdade. Dos seis anos que eu convivo com o ele, há seis anos ele suplica pela vinda da Diva ao Brasil, enfim, as preces dele foram atendidas e sem sombras de dúvidas, esse réveillon ficará para sempre na melhores recordações do Douglas.

Recentemente, também foi noticiado que a Beyoncé poderia se apresentar na Festa dos 50 Anos de Brasília, mas o vice-governador, Paulo Octávio (DEM), optou pelo ex-beatle Paul McCartney que poderá se apresentar com o cantor Roberto Carlos. O vice-governador oficializou o convite ao Rei no dia 29. O show deve ser aberto por Roberto e, logo depois, Paul faz o seu. No final, os dois dividem o palco num dueto inédito. Será ótimo se tivéssemos dobradinha da Beyoncé no Brasil, uma escala Rio – Brasília, uma pena o show da capital não ser sediado por ela.

Por Marcos Freitas

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A História de Katie Kirkpatrik

Katie Kirkpatrik era uma americana de apenas 21 anos de idade. Ela tinha câncer em um estágio muito avançado. Respirar tornou-se uma tarefa difícil e por isso passou a usar oxigênio. A dor era tão intensa que só podia ser amenizada com morfina. Os seus orgãos apresentavam sinais de falência, mas Katie decidiu que a doença não impediria ela de ter o dia mais feliz de sua vida, que seria o casamento com a sua paixão desde o colegial, Nick Godwin de 23 anos.

Nesta foto, Katie e Nick esperam pela enfermeira para começar o tratamento, na manhã de 12 de janeiro de 2005. Nick trabalha no turno da noite e levou a Katie para o tratamento logo após o seu turno de trabalho, três dias antes do casamento. Katie está cansada por não conseguir dormir por causa das suas dores e Nick por ter trabalhado a noite inteira.

Katie segura por alguns minutos alguns dos seus remédios diários antes de tomá-los. Ela tem câncer nos pulmões.

Katie sente muitas dores nos dias que antecedem o seu casamento e precisa tomar morfina e outros medicamentos para ajudá-la. Sua mãe, Niki Kirkpatrick, pede licença do trabalho para cuidar de sua filha que agora precisa de ajuda constante.

Nick Godwin, a direita, descansa um pouco enquanto a sua noiva passa por um procedimento para reduzir a quantidade de fluído que seu corpo está retendo. Nick trabalhou a noite inteira e logo após, levou sua noiva pra fazer o tratamento, 3 dias antes do casamento.



Katie coloca seus brincos minutos antes do seu casamento.



Katie e Nick ficam juntos após o casamento e esperam enquanto o fotografo do casamento se prepara para tirar as fotos.



Finalmente, Katie realiza seu sonho e se casa com Nick, esse que foi a sua paixão desde o colegial, em 15 de janeiro de 2005.

Dave Kirkpatrick faz um sinal de positivo para o seu novo genro enquanto admira o novo casal junto com a sua esposa Niki, logo após a cerimônia de casamento.



Nick canta uma música na pista de dança demonstrando todo o seu amor pela sua nova esposa.



Katie descansa por alguns minutos durante a sua festa de casamento. Ela estava exausta e sua face estava tão branca quanto o seu véu. Cinco dia depois do casamento, Ketie perde a luta contra o câncer. Ela não permitiu que a doença a impedisse de viver, de ter fé e esperança que fez ela acreditar que teria um futuro. Ela teve um casamento muito bonito, teve amor e deu amor. O amor nunca morre. E foi assim que Katie venceu o câncer.

Por Marcos Freitas

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Um verdadeiro Arraso

A convite do meu amigo Pedro Pitanga e do badalado cantor Léo Granieri, fui a última edição da Jungle Party, festa temática promovida Maurici Salles e Hugo Henrique Vaz. A festa aconteceu no Club Cally, localizando na Serra da Cantareira. Apesar de ter nascido em São Paulo, fui a primeira vez que fui a Serra da Cantareira, dizem que lá tem uns pontos turísticos lindos, várias cachoeiras e lagos para tomar banho e muitos clubes e sítios. Um verdadeuri oásis dentro da cidade de São Paulo, dia volto a serra, e, na ocasião, farei turismo ecológico.

A festa estava marcada para começar às 13 horas, marquei de sair de casa as 12:30 e com os contratempos, chegaríamos lá por volta das 14 horas, foi o que aconteceu. Me surpreendi quando percebi que fui o primeiro a chegar, fiquei morrendo de vergonha, mas imaginei que a festa já estaria bombando uma hora após a abertura. Pelo contrário, o serviço de vallet nem estava funcionando e o chefe da segurança estava dando as últimas orientações para os demais seguranças sobre as normas de procedimentos no evento.

Minutos depois, o Pedro Pitanga e o Léo Granieri saíram da casa, eles estavam passando o som, disse que iriam tomar um banho e já estariam voltando, fiquei pensando: Caralho! Madruguei na festa... Mas logo após eles saírem, a entrada foi liberada, peguei uma caipirinha e fiquei esperando a casa encher. Fiquei supresso com a quantidade de pessoas bonitas que frequentam essas festas, e garanto que eram bonitas de verdade, pois no inicio da festa eu não estava bêbado e os meus cinco sentidos ainda davam conta do meu corpo.

A festa começou a encher, eu peguei outra caipirinha e fui dançar... Momentos depois, um amigo sugeriu: Vamos tomar tequila? Eu olhei para ele e disse: Agora, to doido! E viramos uma, duas, três, quatro, cinco, seis tequilas durante a noite, não preciso nem comentar que sai do meu corpo, fiz uma viagem astral naquela balada e tive momentos agradabilíssimos que amigos, bebidas e boa música justificam por si só. Entre as doses de tequila, intercalamos outras caipirinhas e algumas Smirnoff Ace.



Saímos da casa por volta da meia noite, deixei o Pedro Pitanga e o Léo próximo da casa do Pedro e segui viagem para Arujá. Chegando a casa, do jeito que eu estava, me joguei na cama, resultado: Cheguei à empresa atrasado, mas to aqui, feliz da vida por conta do final de semana maravilhoso que eu tive. E semana que vem tem mais, só que dessa vez vamos uma pouco mais longe, não me refiro na quantidade de tequilas, mas quem sabe... Vamos mais longe, pois, a festa é em Ribeirão Preto, na Gladiators do Projeto Babylon, será uma festa temática, com decoração do império romano com nada mais, nada menos que o DJ Paulo Agulhari no comando do som e com um maravilhoso pocket show do cantor Léo Granieri, e desta vez, a festa é open bar a noite toda, ou seja, a viagem astral poderá ser ainda melhor.

Por Marcos Freitas

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A Dor do FIM

Relacionamentos deveriam ter prazo de validade, um começo e uma data previamente agendada para o termino, e, após isso, continuamos a vida sem grandes agravantes. O rompimento é muito doloroso, muitos comparam a dor da ruptura de uma relação afetiva, com a dor da morte. Quando rompemos, enterramos naquele momento toda uma vida que estaria por vir, os momentos de amor, carinho e reciprocidade, enfim, as trocas que todo o casal tem no decorrer de uma vida a dois. Existem casos que não deveriam ter um começo, meio e fim, devia apenas existir e transcender os limites do tempo. Na verdade, gostaríamos que o "pra sempre" de fato existisse, mas nunca aprendemos que o “pra sempre” sempre acaba e que tudo é eterno enquanto dura.

Meu avô morreu antes do aniversário de 50 anos de casamento, deixou a minha avó sem amparo sentimental. Ele a ensinou a amar, a viver a dois, mas nos quase 50 anos que eles viveram juntos, ele se esqueceu de ensina-la a viver sozinha, sem o seu cuidado, carinho e dedicação. Fiquei muito triste com a morte do meu avô, não pude ir ao velório e enterro, ele morreu no Paraná e na época não tínhamos condições financeiras favoráveis para que a família inteira viajasse, foi apenas o meu pai. Minha avó morreu um ano e um dia depois, morreu de saudades por não suportar a convivência consigo mesma, por não reaprender a viver sozinha depois que experimentou a delicia de amar e viver. Sinto saudades dos meus avôs, eles eram carinhosos e nos tratavam com uma particularidade inexplicável.

No enterro da minha avó, eu fui. Isso já tem mais de 15 anos, ela morreu na porta do hospital, não houve tempo para o socorro, ela teve pressão alta e em toda a sua vida, ela nunca apresentou nenhum problema de saúde, era uma velhinha dura na queda. Prefiro dizer que ela morreu de saudades, a pressão alta foi apenas uma resposta que o corpo deu por não agüentar o um ano e um dia que ela passou sem o carinho, com a ausência do meu avô. Fiquei muito abalado quando o caixão desceu a cova, não suportei quando começaram a jogar terra naqueles sete palmos e me refugiei em outro tumulo qualquer, onde olhos alheios não pudessem me alcançar, um primo veio atrás de mim, ele não chorava, creio que suas lágrimas secaram, mas o seu olhar foi confortante, foi um olhar de cumplicidade, que compactuava com a dor que eu estava sentido. Hoje, minha avó descansa ao lado do meu avô.

Nunca estamos prontos para o termino, até mesmo quando recebemos indícios que a relação está chegando ao fim. O rompimento é muito doloroso, ainda mais quando ambos fazem parte do mesmo convívio social, os encontros passam a ser inevitáveis e até mesmo consensuais. Creio que isso ocorre quando no fundo há uma dúvida se o que foi feito é o certo e caso não for, ambos estão ali, no mesmo convívio, sobre certo “domínio”. O fim de uma relação sem intervenção natural da morte pode se chamar de “morte em vida”, pois é o fim de todos os eventos que viriam a surgir e o cancelamento de todos os planos, até mesmo aqueles que fazemos de forma espontânea, seguindo as rotinas diárias. O fim sempre dói, ainda mais quando existe amor para recomeçar.

Por Marcos Freitas

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Bombando nas Pistas

Ouvi pela primeira vez o cantor Leo Granieri há aproximadamente uns dois anos, foi num vídeo no You Tube. Na época ele participava de uma banda se apresentava com muita freqüência num bar do litoral paulista, fiquei com vontade de ouvi-los, mas na época, não estava descendo com muita freqüência para o litoral. O tempo passou e hoje o cantor é um sucesso nas baladas.


Em 2005, o cantor participou do Programa Raul Gil, onde cantou o sucesso de George Michael, Careless Whisper. Em 2006, foi convidado para cantar em uma banda de Dance Music, onde as músicas eram tocadas totalmente ao vivo, sem ajuda de samplers ou DJs. No início de 2008 partiu para carreira solo, fazendo várias performances, às vezes com bailarinos, nas melhores casas noturnas e festas da Baixada Santista, o seu nome começou a repercurtir na noite.

No ano passado, Leo compôs o single “Closed To U” e nesse ano, com pareceria do DJ Luis Erre, produziu o single “When U Touch Me”, que ganhou versões de produtores brasileiro Allan Natal, Lapetina e Tommy Love e dos produtores internacionais José Spinnin do México e do DJ Luis Erre da Venezuela. A música alcançou em seu 2º dia de lançamento no site da Masterbeat o 3º lugar no Top Sellers dos singles mais vendidos e no Brasil, três meses após o lançamento, o single alcançou o 1º lugar entre as músicas mais pedidas na maior web rádio gay do Brasil a Ômega Hitz.

O cantor se apresentou no carro oficial da Parada LGBT de Baixada Santista de 2008 e no carnaval de 2009, fez o encerramento do POP Gay de Florianópolis para um público de aproximadamente 60 mil pessoas. Leo Granieri também se apresentou na Labirinthus Lounge Mix em Bauru e na EDUB de Piracicaba. A nova onda de apresentações ao vivo nas baladas caio do gosto do baladeiros e nesse universo Leo Granieiri está a cada dia conquistando mais espaço.

Granieri apresenta de segunda a sexta o programa “Ômega Touch” na Rádio Ômega Hitz das 18 às 20 horas e tem shows agendados para Pouso Alegre – MG, Bauru – SP, São Vicente – SP e Jundiaí – SP, para conferir maiores detalhes dos eventos, acesso o My Space do cantor e fiquem atento ao próximo eventos, pois soube de antemão que em agosto haverá uma apresentação do cantor numa Pool Party em São Paulo.

Por Marcos Freitas

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Como Combater o Ciúme Patológico?

O ciúme está presente em todos os relacionamentos afetivos, muitas das vezes, sentimos ciúmes também dos nossos familiares e amigos. Quando o ciúme é destemperado, ele pode ser prejudicial e destruidor. Pode acabar com o que temos de mais importante, com o objeto do nosso ciúme

Vejo o ciúme como um excesso de zelo, um carinho excessivo. Mas quem disse que o excesso é positivo? Tudo em excesso, por mais boa vontade de possa vir acompanhando, se torna maléfico, inclusive, amar em excesso. O amor tem que ser um sentimento pontual, nem demais, nem de menos, tem que ser o bastante para que seja bom para ambos.

Existe o ciúme em níveis normais. Assim como temos níveis de diabetes no corpo, também tempos níveis de ciúme. Sabemos muito bem o que ocorre com pessoas diabéticas, eles tem que se policiar a todo momento com a sua alimentação, com uma dieta estritamente balanceada, o mesmo ocorre com aquelas que amam além da conta e sente um ciúme, um sentimento de pose excessivo pela pessoa amada. Ao contrário da diabetes, não há insulina para o amor, essa ponderação tem que partir de nos mesmo, do saber amor, do se re-educar para o o desprendimento, sempre ponderando que ninguém é de ninguém.

Existem níveis de ciúmes mais avançados, aquele que chega a restringir a pessoa amada, esses por sua vez, chamamos de ciúme patológico Isso ocorre quando o ciumento deixa de viver a sua vida e passar a viver a vida da outra pessoa, transformando os bons momentos numa verdade tortura a dois. O ciumento possessivo sempre imagina que está sendo traído a todo o momento, que tudo o que é dito é uma grande mentira que visa "despistar" a outra parte, apontando pontos negativos em tudo na acontece na relação. Temos que ficar atentos quando todos os questionamentos baseiam-se em desconfianças, quando isso ocorre, o ciúme tornou-se patológico e nesse caso há necessidade de intervensão médica.

O que fazer quando somos vitimas ou sofremos desse sentimento exagerado?

* Colocar-se no lugar do outro, ou pedir ao companheiro que coloque-se em seu lugar a fim de imaginar como é a vida da pessoa que é vitima constante de acusações infundadas,

* Reconhecer e admitir as suas qualidades e perceber que se elas não fossem encantadoras, o outro não teria motivos para estar com você;

* Adquirir maior segurança (em si e no outro);

* Procurar ajuda médica e psicológica quando a patologia estiver caminhando para níveis muito avançados;

* Se você é vitima de ciúme patológico, evite dar as explicações pedidas e permitir que o outro comande a sua vida, porque ao agir dessa forma, você está alimentando as crenças e imaginações e contribuindo para que elas se tornem reais para o outro.

* Procure ajuda ou denuncie o seu parceiro (ou parceira) caso você esteja sendo vítima de agressões físicas ou ameaças.

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. (William Shakespeare)

Por Marcos Freitas

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E Quando os pais abrem o amário?

Costumo dizer que não saí do armário, e, sim, fui expulso dele. Eu tinha 17 anos quando confiei em minha irmã e contei para ela sobre a minha sexualidade. Ela é mais velha do que eu e na época tinha uma namorada que me simpatizei e começamos a sair. Estávamos voltando de um dos nossos passeios, a Ângela, namorada da minha irmã começou a falar sobre sexualidade e questionou sobre a minha orientação sexual. Eu cai como um patinho e contei todos os meus “segredos” sexuais. Na hora, a minha irmã chorou, achei uma atitude estranha e a questionei, ela disse que estava triste, porque os gays “sofrem” demais e ela não queria ver-me sofrendo.

Passaram-se os meses, a orientação sexual que temos em comum me aproximou de minha irmã. Íamos a barzinhos, boates, restaurantes e passamos a ter amigos em comum. Para os meus pais, minha sexualidade era um segredo, já a da minha irmã, todos sabiam. Ela foi casada, ficou 2 meses e 5 dias comprometida num casamento depois de anos de namoro, a separação veio à tona por conta de ciúmes que o marido tinha de sua “melhor amiga”. Depois, descobrimos que a amiga tinha uma representatividade muito maior em sua vida.

Certa vez, minha irmã me disse: - “Não é justo eu sofrer preconceito do pai e da mãe e você, que também é gay, ficar de boa”. Achei o questionamento estranho, aliás, sair ou não do armário é uma decisão única e intransferível. Não dei importância para a situação, mas deveria. Com relação às minhas irmãs, sempre fui muito discreto. Meus pais até poderiam desconfiar de minha homossexualidade, mas jamais tiveram certeza. Minha timidez era um fator preponderante para a dúvida que não queria calar.

Num final de semana qualquer, minha mãe me chamou para ir visitarmos uma amiga. Fomos para São Roque, cidade onde morava a “Irmã” Cida, missionária e dirigente de uma casa de recuperação de drogados que minha família ajudava com doações. Almoçamos com a família dela e assim que terminamos, ela nos convidou para caminharmos na mata, fui com ela e minha mãe. Caminhamos por alguns minutos e quando estávamos afastados dos demais, ela disse que, junto com a minha mãe, precisava falar comigo, eu não disse nada, apenas olhei para as duas e ela continuou, disse que minha mãe sabia da minha homossexualidade e que iria me ajudar a me “libertar”. Naquele dia, não voltei para casa, fiquei hospedado na casa dela, onde ela começou com “sessões de cura espiritual”.

Passaram-se os dias. Dormia gay e acordava gay e aquela situação já estava me irritando. Ela fazia orações, pedia para eu ler algumas passagens da bíblia e uma vez por semana me levava num lugar chamado “Vale da Benção”, um lugar muito grande, onde têm igrejas, dormitórios para hospedar visitantes e casas, uma espécie de condomínio evangélico. Comecei a ficar entediado com aquilo. Em São Paulo, costuma ir para baladas de sexta, sábado e domingo, tinha algumas paqueras e muitos amigos, percebi que esse lance de deixar de ser gay era uma furada e que eu só estava me martirizando.

Num domingo, fomos surpreendidos com a morte de uma galinha. Nesse dia nem fui ao galinheiro, pois disseram que havia penas e sangue para todos os lados. A ave foi morta por um cachorro, a missionária ficou furiosa com aquilo e jogou o cachorro num poço, o animal ficou a manhã inteira chorando e morrendo aos poucos, aquilo me deixou muito chateado e foi à gota d’água para dar um ponto final naquela história. Liguei para minha mãe e disse que se até a noite ela não estivesse lá para me levar para casa, ela nunca mais teria noticias minhas, eu estava disposto a sumir, andar sem rumo se aquela situação não fosse revista.

Antes de anoitecer, meus pais foram me buscar. O trajeto São Roque – São Paulo foi feito em silêncio. Quando chegamos em casa, fui informado que eu não poderia mais usar telefone, internet e sair com amigos e descobri que meu pais ficaram sabendo de minha sexualidade por intermédio de minha irmã, que ligou para um amigo meu enquanto o meu pai estava na extensão ouvindo eles falavam a meu respeito. Pressionado pelos meus pais, freqüentei o GAD (Grupo de Apoio a Família), as reuniões aconteciam numa igreja evangélica e era monitorada por uma psicóloga cristã, que em nenhum momento tratou o meu caso como uma doença ou desvio moral. Assim como me cansei da situação em São Roque com a missionária, também que cansei daquela situação de freqüentar a igreja e aquele grupo que mais servia para lavar roupa suja do que para fazer terapia.

Estava uma pilha, precisava de fôlego e a única saída que encontrei foi me fingir de liberto, agir como hétero, como cristão para minha família. Comecei a falar que ia para as vigílias, mas ia para a Tunnel, foi uma época muito divertida. Na época, fiz amizade com uma menina lésbica, contei para ela a minha situação e ela fingiu ser a minha namorada, ficávamos horas ao telefone com conversas melosas e com o tempo fui colocando a minha vida em ordem, impondo limites e adquirindo respeito.

Depois de tudo o que passamos, o relacionamento familiar não tem mais condições de voltar a ser o mesmo. E uma coisa eu garanto: eu não sou o culpado por isso. Não quero transferir toda a responsabilidade para os meus pais, pois eles também são vitimas de um sistema que prega a heteronormatividade liderado por religiosos, hipócritas e fundamentalistas. Porém, depois de tudo que passamos, temos que ser gratos por ter nos restado o respeito e as mínimas condições de uma vida familiar.

Meus pais que deveriam ter procurado ajuda, não eu. Na época, não existia o GPH (Grupo de Pais de Homossexuais), fundado pela escritora Edith Modesto e o Grupo Arco-Íris que tem o Projeto Entre Garotos, que vem trabalhando no íntuito de unir pais com seus filhos homossexuais. Acredito que se existisse trabalhos de orientação a pais, eles não procurariam ajuda, pois até hoje eles são convictos de que eu sou errado por ser gay e que no “juízo final” serei punido por conta dos meus “desvios de conduta”. Hoje, tenho uma convivência familiar pacifica, mas seria ótimo se um dia eles procurassem o GPH e descobrissem que, além deles, existem outros pais que querem entender os seus filhos pelo simples fato deles serem homossexuais.

Por Marcos Freitas

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Qual é o sexo do seu Cérebro?

Apesar de pertencer ao sexo masculino, o meu cérebro é feminino. Há alguns meses, a Revista Época entrevistou a neuropsicologista Anne Moir, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Moir está desenvolvendo uma linha de pesquisa para entender melhor as diferenças neurológicas entre homens e mulheres e, para isso, desenvolveu um teste que mostra numa escala de 1 a 20 qual é o sexo do cérebro. O número 1 representa o cérebro mais masculino possível e o 20, o mais feminino. Quem se aproxima do 10 tem um cérebro misto. O meu teste deu 11, ou seja, o meu cérebro é misto, feminino rústico ou um masculino delicado, podemos dizer que cerebralmente sou quase bissexual.
Eu consigo identificar só pelo olhar ser uma pessoas está chateada, irritada, alegre ou apática, segundo o estudo de Moir, essa é uma característica do cérebro feminino, mas em contrapartida, não consigo ficar numa sala onde todos falam ao mesmo tempo e assim mesmo conseguem manter uma linha de raciocino, essa também é uma característica do cérebro feminino. O estudo afirma que o sexo do cérebro é determinado pela quantidade de testosterona [hormônio masculino] a que o feto fica exposto no útero. Em geral, homens recebem doses maiores do que as mulheres.

O estudo aponta que a diferença entre o cérebro dos dois gêneros tem raízes evolutivas. Durante o desenvolvimento dos seres humanos, como o homem era o caçador, desenvolveu um cérebro com habilidades manuais, visuais e coordenação para construir ferramentas. Por isso, um cérebro masculino tem mais habilidades funcionais. Já as mulheres preparavam os alimentos e cuidavam dos mais novos. Elas tinham que entender os bebês, ler sua linguagem corporal e ajudá-los a sobreviver. Elas também tinham que se relacionar com as outras mulheres do grupo e dependiam disso para sobreviver na comunidade e, por isso, desenvolveram um cérebro mais social.

A diferença de sexo entre cérebro e corpo pode estar ligada às causas da homossexualidade. Tudo será determinado de acordo com a distribuição de testosterona no tempo de gestação da criança. Se a concentração de testosterona for mais baixa do que o padrão para os homens, então o “centro sexual” do cérebro será feminino e esse homem sentira atração por outros homens. Se a concentração desse hormônio estiver alta, o 'centro sexual' será masculino e ele sentirá atração por mulheres.

As causas da homossexualidade é um mistério para a ciência que talvez nunca seja desvendado. Acredito que o que determina a sexualidade são as predisposições genéticas. Não acredito em comportamento condicionado, defendido por religiosos e fundamentalistas, pois, se fosse um comportamento adquirido, os insatisfeitos com sua sexualidade condicionariam o seu comportamento para o lado oposto sem maiores dificuldades. Apesar do resultado do meu teste apontar que tenho um cérebro misto, sexualmente sou definido como gay puro sangue, apesar de adorar as mulheres, não sinto atração sexual por elas.

Por Marcos Freitas

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AntiAIDS vira droga recreativa

Que a combinação ecstasy e Viagra vem sendo usada para garantir o “barato” da noite, não é novidade. Já remédios antiHIV, como o Truvada, sendo inserido nessa combinação é uma novidade que deixa até os mais liberais boquiabertos. O ecstasy é administrado para garantir a alucinação da noite, o estimulante sexual é para aumentar a libido sexual, o mesmo dá uma falsa sensação de aumento da libido, mas o que acontece é o contrário, e o antiHIV e para se prevenir do contagio ao vírus devido a prática de bareback - sexo sem camisinha - entre os usuário de drogas e até mesmo por eles saberem que não terão discernimento de usarem camisinha em meio a “brisa” que está por vir.

O iPrex (Iniciativa Profilaxia Pré-Exposição), vem realizando uma pesquisa que tem por objetivo traçar a eficiência do Truvada em pessoas soronegativas. O remédio tem se mostrado eficiente no combate ao HIV, porém, as conseqüências que o mesmo pode trazer sendo administrado em longo prazo, são desconhecidas. Recentemente o iPrex me considerou inelegível para a participação desta pesquisa, a justificativa foi o baixo numero de parceiros sexuais que tenho. Isso me levou a acreditar que o Truvada não garante em 100% a prevenção ao vírus HIV e seria antiético por parte do iPrex declararem sua predileção por indivíduos mais vulneráveis ao vírus para assim analisarem a eficiência do mesmo ao combate do vírus.

Existem aproximadamente 600 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no Brasil, todas elas, estão sendo assistidas pelo programa nacional e gratuito do Ministério da Saúde. do Governo Federal Aqueles que estão em fase mais debilitada de saúde, com a carga viral da doença alta, recebem gratuitamente uma combinação de antirretrovirais, elaborados individualmente para cada paciente. Além da fonte oficial para aquisição do remédio, que é o serviço público de saúde, as drogas AntiAIDS também são encontradas em clubes e festas noturnas. Os infectologistas se preocupam com o caso e afirmam que essa combinação é uma bomba para o coração.

No final de 2008, foi denunciado que na África do Sul jovens estão combinando remédios AntiAIDS com analgésico e/ou maconha, a combinação potencializa o efeito relaxante das drogas associadas. O remédio é triturado até virar pó e misturado com as outras drogas. Os próprios pacientes que ministram os medicamentos já foram flagrados fumando os antirretrovirais. Uma situação critica num dos países onde 5,2 milhões de pessoas estão infectadas como vírus HIV.

Por Marcos Freitas

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Homofobia Mata

O Dia do Orgulho Gay passou e nos restaram os outros 365 dias de violência que o cidadão homossexual vive ano a ano, aliás, nem no Dia do Orgulho Gay somos poupados da barbárie, descaso político e insignificância social na qual somos submetidos. O dia 14/06/08 ficará para sempre na memória da luta contra a homofobia no Brasil, o dia em que 3,1 milhões de gays, lésbicas e simpatizantes - acompanhados por baderneiros e homofobicos que visaram acabar com a festa -, foram às ruas pedindo pela por “Não Homofobia, mais cidadania”.

Apesar de muitas criticas, umas se referindo à fluidez rápida dos trios elétricos, outras falando da falta de segurança e infra-estrutura e outras apenas se limitando dizer que na Av. Paulista só tinha “gente feia”, a festa realizada foi bonita e de extrema importância para a manutenção do “Movimento Homossexual Brasileiro” e da continuidade das nossas lutas políticas. A Parada Gay mostra para as famílias tradicionais brasileiras que o gay existe, convive na sociedade e que somos um grande numero de oprimidos politicamente.

Há vários anos, ainda quando a Regina Faccini fazia parte da Associação da Parada, ela disse: “Os casos de homofobia aumentam muito nos dias que sucedem a Parada”. Esse fenômeno está bem nítido em nossa sociedade. Ontem, uma vitima da homofobia pós-parada teve sua vida ceifada pela escoria da sociedade, pelos nazistas e religiosos fundamentalistas que se sentem acima de nos por terem uma sexualidade de acordo com uma sociedade heteronormativa. Marcelo Campos Barros, de 35 anos, sofreu traumatismo craniano ao ser agredido depois da Parada Gay.

A morte cerebral dele havia sido confirmada no fim da tarde de ontem, 17/06, e ele acabou morrendo momentos depois, ainda no início da noite. Ele chegou a passar por uma cirurgia e estava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Marcelo foi agredido na região da Praça da República, no centro de São Paulo, onde a Parada Gay terminou. Amigos do Marcelo afirmam que ele não participou da Parada, pois não gostava de eventos com grandes aglomerações, a vítima era chefe de cozinha do restaurante francês “Le Petit Trou” e estava num ponto de ônibus quando um grupo se aproximou e o espancou. A polícia ainda não tem pistas dos criminosos.

Amanhã (19/06), às 18 horas, amigas do Marcelo irão fazer uma manifestação pela morte do amigo e pedirão pela paz e o fim da violência. A manifestação acontecerá na Rua Fradique Coutinho, esquina com a Rua Aspicuelta, na ocasião, todos usarão branco. Não podemos negar que a Parada Gay foi marcada pela violência, ao todo foram 57 vitimas, dentre elas, 23 atingidas por estilhaços de uma bomba caseira e ninguém foi preso até o momento, porém, não podemos remeter a culpa dessa violência a Associação da Parada. A polícia diz ter pistas que levam aos assassinos de Marcelo, mas não revela maiores detalhes para não atrapalhar a investigação: é o que esperamos. Amigos do Marcelo confirmaram presença na manifestação que ocorrerá no próximo sábado, às 19 horas, na Rua Dr. Viera de Carvalho. Não podemos conviver num estado de guerra pelo simples fatos de sermos homossexuais.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se pode aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” (Nelson Mandela)

Por Marcos Freitas

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Single Ladies na Esplanada dos Ministérios

O que o DEM tá querendo? As “bi” do Brasil inteiro estão surtando com os preparativos para as comemorações dos 50 anos de Brasília. Os preparativos estão sendo negociado pelo vice-governador, Paulo Octávio (DEM). Creio que a festa servirá como uma retratação ao episódio ocorrido em São Paulo, quando a então candidata Marta Suplicy (PT) e ex-política, pois foi provado que a ex-prefeita não ganha para mais nada, insinuou a possível, e porque não dizer provável, homossexualidade do prefeito e então candidato do DEM, Gilberto Kassab.

Ao se defender, o prefeito conseguiu se complicar ainda mais diante da Comunidade Gay, dizendo que a então candidata do PT feriu a sua honra. Não sei se as “bi” se esqueceram disso, eu me lembro perfeitamente, creio que a maioria se esqueceu, pois, a ex-prefeita, ex-candidata, ex-política, e porque também não dizer ex-Marta Suplicy, ex-sexóloga e ex-apresentadora de TV, foi convidada para sentar-se numa das mesas de discussões que ocorrera na Semana do Orgulho Gay de São Paulo. Memória curta para um movimento que diz ter uma luta histórica, enfim, sendo retratação ou não, tenho certeza que se a Beyoncé for à grande estrela das comemorações de Brasília 50 anos, a Esplanada dos Ministérios sediará uma Parada Gay fora de época, o que eu acho tudo de bom.

O que me deixou entristecido e esse o grande motivo do surto das “bi”, é o fato da diva do R&B ser uma segunda opção. Segunda opção vice-governador? A Beyoncé deveria sim ser a primeira opção, e porque não a única? Será que teremos que fazer um Flash Mob (aglomerações instantâneas de pessoas em um local público, para realizar determinada ação inusitada, previamente combinada) em Brasília, com milhares e milhares de gays dançando “I’m a Single Ladies” para mostrarmos que Beyoncé é uma escolha assertiva? Espero que não, pois eu não sei dançar, mas o Douglas sabe.

A primeira opção para atração principal da festa é a banda Irlandesa U2 (diga-se U Dois, pois temos que valorizar a nossa língua), mas tudo indica que os irlandeses ficaram de fora e a festa ficará sob o comando da segunda opção. Especula-se que a texana levará um cachê de aproximadamente três milhões de dólares e que o ex-beatle Paul McCartney também pode entrar na programação. Não sei o que vocês estarão fazendo no dia 21 de abril, mas se realmente a Beyoncé vier ao Brasil, eu estarei em Brasília.

Por Marcos Freitas

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Do Começo ao FIM...

Do mesmo diretor de "Um Copo de Cólera" e "As Três Marias", o filme “Do Começo ao Fim” promete gerar muita polemica nas salas dos cinemas. O filme conta a história dos meios irmãos Francisco e Thomás e de sua família: Julieta, Alexandre e Pedro. Com uma narrativa particular o filme conta a história de um amor incondicional como uma possibilidade, como um contraponto para um mundo cheio de violência, medo e intolerância. Thomás, filho de Julieta e Alexandre, nasce com os olhos fechados e assim permace durante várias semanas. Julieta não se preocupa e diz que quando o filho estiver pronto, que quando ele quiser, ele abrirá os olhos. Foi assim, nos primeiros dias de vida que Thomás aprendeu o que era livre arbítrio. Um dia, sem mais nem menos, Thomás abre os olhos e olha direto para Francisco, seu irmão de 6 anos.

Julieta é uma linda mulher e uma mãe amorosa. É médica de um hospital e trabalha no setor de emergência. É casada pela segunda vez com Alexandre, pai de Thomás. Pedro, seu primeiro marido e pai de Francisco mora na Argentina. Durante a infância, os irmãos são muito próximos, talvez próximos demais, segundo Pedro, que passa uma temporada com eles em Buenos Aires. Na fase adulta, Francisco e Thomas se tornam amantes e vivem uma extraordinária história de amor.

Apesar das cenas dos irmãos trocando carinhos no banho e na cama, Abranches, diretor do filme, faz questão dizer que não fez um "filme gay", e nem saberia dizer se os personagens que criou são necessariamente homossexuais. "Pode ser uma relação que acontece só entre os dois", desconversa. "Quis apenas tratar de dois assuntos que me interessam bastante, que são as relações amorosas e a família".

O fato de Francisco e Thomás serem meio-irmãos não foi uma forma de aliviar a história. "Não tinha nem o que aliviar ali", diz o diretor, que também assina o roteiro. "Quando jovem fui um ávido leitor de Eça de Queiroz e reli 'Os Maias' várias vezes, talvez na esperança de que alguma vez os protagonistas fossem ter um final feliz", diz. "No meu filme, queria uma história de amor entre irmãos que não tivesse que acabar em sangue, como sempre acontece", diz Abranches, que não vê problemas numa relação como a retratada no filme: "estou esperando alguém me dizer por que não poderia acontecer".

Uma das características do filme que mais deve causar desconforto, segundo o diretor, é o fato de a relação de Francisco e Thomás ser tratada como algo perfeitamente normal. "Quero poder levantar uma discussão sobre esses dois tabus, mas sem focar neles; em nenhum momento no filme isso [a viabilidade do romance] é posto em discussão". Ele também acredita que a relação incestuosa retratada não é mais polêmica do que o fato de serem dois homens. "Já li comentários indignados por causa do incesto, mas tenho certeza de que o que incomoda mais é a relação entre dois rapazes. A homossexualidade é mais tabu que o incesto entre irmãos", acredita o diretor.

"Do Começo ao Fim" está em fase de finalização e deve ficar pronto em três meses, e ainda não tem data de estreia definida. Com cenas rodadas no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, o orçamento deve chegar a R$ 2 milhões, valor considerado baixo por Abranches. Se o tema polêmico do filme pode ter compremetido a captação de recursos, a distribuição está garantida, conta o diretor. E depois das primeiras discussões e debates, as expectativas são otimistas.

Por Marcos Freitas

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Nossa Verdadeira Beleza

Certa vez, num momento em que eu me encontrava completamente desorientado diante da minha vida sentimental, minha irmã me aconselhou: Quer saber se uma pessoa realmente gosta de você? Sim, claro que quero – respondi prontamente. Então ela me disse: Deixe essa pessoa livre, deixe a ir embora e se ela voltar é porque ela realmente te ama. Segui o conselho de minha irmã, e assim como ela disse, o amor se foi, mas depois voltou.

Há algumas semanas, assisti o musical “A Bela e a Fera” e me lembrei desse ocorrido. Na apresentação, em determinado momento a Bela confessa a Fera que sente saudades do seu pai, ele olha para ela e diz: Bela, você não é mais a minha prisioneira, pode ir ver o seu pai. Ela foi, mas depois voltou porque o amava. Ela conseguiu enxergar além da aparência física e viu que aquela Fera, por dentro era belo e se apaixonou por sua essência.

Às vezes me indago se existem pessoas que ainda dão valor para a essência, para o cerne do individuo. Vivemos num Mundo que valoriza tanto o industrializado, o esculpido e o preestabelecido como padrão, que a cada dia invertamos ainda mais os nosso valores. O que as siliconadas farão quando a moda não for mais o peitão? Ou melhor, o que farão os indivíduos que valorizam o artificial diante de uma oportunidade única de amar e ser amado? Provavelmente deixarão essa oportunidade passar sem se darem conta do que deixaram escapar por suas mãos.

Temos que valorizar as mais simples situações, pois serão delas que nos lembraremos pelo resto de nossas vidas e só uma pessoa bem cuidada pode dentro, com uma beleza interior aflorada tem discernimento de reconhecer quais situações são essas e em que momento elas acontecem. A beleza exterior faz muito bem, mas do que ela vale quando o que somos por dentro desconstrói a nossa beleza estética?

Por Marcos Freitas

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Sem Homofobia mais cidadania - Pela Isonomia dos Direitos

A comunidade Gay do Brasil precisa se mobilizar em prol das políticas públicas inclusivas ao cidadão homossexual. Desde 2006, está tramitando no congresso o PLC 122/2006, a chamada lei da Homofobia, que se for aprovado, vai ser fundamental para conquista da cidadania plena da comunidade LGBT. O projeto está para ser votado a qualquer momento, a plenário estava marcada para amanhã, mas foi cancelada e talvez ela seja remarcada para semana que vem, dia 13. Nesse momento, precisamos mais do que nunca de mobilização para mostrarmos ao congresso o quão importante é a aprovação imediata do mesmo para todos os gays do Brasil. Vamos mostar que somos politizados e que sabemos cobrar os nossos direitos.

De autoria da ex-Deputada Federal Iara Bernardi e aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto está hoje sob a relatoria da Senadora Fátima Cleide. Muitos são os que criticam o projeto, dizendo que com ele será instituída a "lei da mordaça gay". Religiosos dizem que a lei irá restringi-los de levar a “palavra de deus” em seus templos, mas o que eles realmente temem, é não terem mais o direito de discriminarem os homossexuais em nome de deus. O que os religiosos não dizem aos seus fiéis, é que o mesmo projeto que criminalizará a homofobia em todo o território nacional, também criminalizará discriminações por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional e gênero.

Abrangência da Lei

Serão punidos crimes de intolerância contra gays, mas também serão punidos com o mesmo rigor crimes de intolerância religiosa.

Sem homofobia, mais Cidania - Pela Insonomia dos Direitos.

Serão punidos estabelecimentos que proibiram a permanência de gays, mas também serão punidos com o mesmo vigor os estabelecimentos que cometerem o mesmo com os religiosos.

Serão punidos os processos seletivos que dificultarem o concurso para gays, mas também serão punidos com o mesmo vigor os processos seletivos que cometerem o mesmo com os religiosos.

Serão punidos os empregadores que demitirem direta ou indiretamente gays, mas também serão punidos com o mesmo vigor os empregadores que cometerem o mesmo com os religiosos.

Serão punidos hotéis, motéis, pensões ou qualquer outro estabelecimento similar que sobretaxar, impedir, preterir ou impedir a hospedagem de gays, mas também serão punidos com o mesmo vigor os estabelecimentos que cometerem o mesmo com os religiosos.

Serão punidas as instituições financeiras que sobretaxar, impedir, preterir ou impedir locação ou compra de imóveis, mas serão punidos com o mesmo vigor as instituições financeiras que cometerem o mesmo com os religiosos.

Serão punidas empresas ou pessoas que impedir a manifestação de afetividade de gays em locais públicos ou privados, mas serão punidos com o mesmo vigor empresas ou pessoas que cometerem o mesmo com os religiosos.

Serão punidas pessoas que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito contra gays, mas serão punidos com o mesmo vigor pessoas que cometerem o mesmo com os religiosos.

Serão punidas a proibição de livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão gay, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos.

Como podemos observar, o PLC 122/2006, o projeto de lei que os evangélicos chamam de Mordaça Gay, protegem tanto os gays, como os próprio evangélicos, mas será se eles sabem disso? Creio que muitos ignoram essa informação. Vejo a maioria dos evangélicos como papagaios doutrinados que repetem veemente aquilo que ouvem de seus lideres. Poucos sabem da abrangência do PLC 122/2006 e muitos do que sabem ignoram o fato da lei também visar os crimes de intolerância religiosa, para estes, é mais importante ter a segurança de discriminar homossexuais, do que ter-lhes direitos assegurados contra a discriminação religiosa.

Exerça a sua cidadania em favor da aprovação do PLC 122/2006, ligue agora mesmo para o Senado Federal (0800 61 22 11) e peça aos senadores de todo o Brasil para votarem a favor da liberdade de viver, a favor da criminalização da discriminação contra a comunidade Gay e os demais “grupos de minorias” que o projeto contempla. No TeleSenado, a telefonista irá pedir-lhe o seu nome completo, CPF e CEP da sua residência, esses dados são para evitar que a mesma pessoa utilize diversas o serviço com o mesmo objetivo. Caso não se lembre dos senadores que representam o seu Estado, não se preocupe, pois a telefonista também irá lhe informar quais sãos os seus senadores. Em São Paulo, somos representados pelos Senadores Aloizio Mercadante, Eduardo Suplicy e Romeu Tuma.

Divulgue essa mensagem. Vamos fazer uma corrente entre blogs para que essa informação chegue ao maior numero de pessoas possíveis. Quem é contra a homofobia, é a favor da vida.

Por Marcos Freitas

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O Amor é Importante, Porra !

Semana passada, estava passando pela Av. Cruzeiro do Sul e vi pixado no murro de uma Escola Técnica Estadual que fica ao lado do Shopping D a seguinte frase: “O Amor é Importante. Porra!”. Nunca li nada mais sensato e coerente nos murros emporcalhados de São Paulo do que a frase em questão. Estamos numa sociedade em que cada vez o individualismo se faz mais presente e as demonstrações de amor, carinho é afeto são tidas como sinais de fraqueza. Eu penso o contrário e me explico: Numa sociedade em que cada vez existe um culto ao “eu”, os que ouçam liberarem os seus sentimentos, mostrarem a verdadeira cerne dos seus corações, são os grandes heróis da sociedade.

Disse o poeta que dispensa quaisquer apresentações que “O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói." Eu não tenho medo da morte. Tenho medo de viver e não ser amado. Assim como diversas partes do corpo, o coração também tem propriedades regenerativas, mas como o fígado, que submetido a constantes desgastes chega a um ponto irreversível, assim também ocorre com o coração.

Amar não dói, o que dói é a insignificância na qual somos submetidos quando esse amor não é correspondido. Sorte tem as borboletas que vivem 24 horas num paraíso bonito e breve, muitos de nos passamos à vida inteira sem sequer saber em qual direção se encontra o paraíso de viver, de amar e ser amado. Eu sou intenso e de outra forma não sei viver, podem atirar-me pedras e criticar-me, mas prefiro entregar-me de corpo e alma ao amor, passar por um paraíso, nem que seja brevemente, do que me submeter a uma vida inteira sem prazeres e amores.

Só quem ama e não esconde seus sentimentos de ninguém conhece a dor da recusa de um amor, e não me refiro somente às situações mais abrangentes como o inicio de um relacionamento, também quero evidenciar as pequenas recusas do dia a dia, o impedimento do encontrar das mãos. Amar é tão sublime, que não há necessidades de poda. Não vejo o porquê colocarmos limites para o amor, pois é em nome do amor que as mais lindas histórias são fundamentadas. O amor é importante, porra!

Por Marcos Freitas

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Mendigos de Programa

Uma moça de família respeitada e conservadora estava andando pelo centro decadente de São Paulo, no lugar onde a sociedade capitalista e hipócrita escondem seus filhos rejeitados. Ao passar por um desses filhos, ela recebeu uma proposta: e você me der um real eu te chupo todinha – disse o maltrapilho ao ver a moça passar.



Ela fingiu que não era com ela e continuou o seu caminho, mas assumiu na mesa de bar que se estivesse disposta a negociar, ele daria R$ 1,50 que acabará de arrecadar na última parada do farol.



Achei a idéia inovadora e deveríamos criar mecanismos para os potencias “mendigos de programa” se profissionalizem. Temos que desenvolver um trabalho de base, criando trabalhos assistencias para ajuda-los nesse inicio de carreira. Sugiro a criação da “Bolsa Bofe de Programa” e incluir nela o custeio de academia, roupas e banho para os profissionais, pois ser “chupada todinha” por um "bofe tudo", malhado e de banho tomado e pagar por isso apenas um real, não tem preço.

 



Por Marcos Freitas

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PS: As imagens do blog são meramente ilustrativas e buscada na internet através de pesquisas pelo portal Google. Caso detenha direitos de imagem favor envie um e-mail para: contato@omegahitz.com.br, informe qual o texto e a foto será retirada em 24 horas.
 

 
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