Dec 14

Sempre tive posições contrárias a existência de locais públicos de pegação, locais do tipo Autorama no Ibirapuera e Fazendinha no parque em Carapicuíba. Minha oposião se deve ao fato de sexo em locais públicos ser crime e a existência da homofobia na sociedade.

Sinto-me extremamente impotente diante dos 13 assassinatos em Carapicuíba, tal caso mostra a ausência do poder público para o cidadão LGBT. Em entrevista a uma rede de televisão, uma munícipe de Carapicuíba disse que a falta de policiamento no parque é uma constante, o que nos dá margem para concluir que antes da homofobia do serial killer em questão, existe a homofobia por parte da SSP, por ter ciência do que estava ocorrendo há mais de um ano, e fazer vistas grossas do caso.

Do outro lado temos um grande grupo de militantes na Grande São Paulo, mas até o momento nenhum grupo se pronunciou levantando ações efetivas e cobrança de posicionamento diante dos casos. Muitos militantes estão ocupados em discussões sobre as personagens gays que invadiram as novelas no horário nobre, e deixarão essa discussão na ocasião em que a Rede Globo colocar uma personagem homofóbica que comete assassinato de homossexuais em série.

A Parada Gay de Carapicuíba aconteceu no dia 31 de agosto, com o tema Homofobia Mata. Na ocasião foi denunciada a série de assassinatos que estava acontecendo no parque da cidade, mas nada foi feito. Atitudes só foram tomadas quando um novo delegado assumiu o distrito policial responsável pela região. Isso afirma o completo descaso do delegado anterior, e até nos da margem para acreditar que o assassino tem algum envolvimento com a polícia, e a mesma o acobertava de seus crimes.

Militantes gays de São Paulo, acordem. Justifiquem os postos ocupados. Sei que muitos não são eleitos por voto público, mas apartir do momento que uma ONG recebe dinheiro público para participar ativamente das ações políticas da sociedade, nós temos todo o direito de cobrar ações efetivas. Falar sobre a personagem gay da novela “A Favorita” é uma passatempo muito gostoso, mas passa a ser trágico quando isso acontece num país tão homofóbico como o Brasil. Justifiquem seus postos, e tomem ações.

Fonte: Passageiro do Mundo
Por: Marcos Freitas

Dec 9

Não existe nada mais entediante do que as festas de final de ano. Não, não sou judeu, mas posso me reunir com a comunidade judaica nas festas de final de ano sem prejuízo algum. Nunca comemorei o natal, é uma data que alimenta sentimentos cristãos falidos, sentimentos que são abandonados no decorrer dos anos, e resgatados apenas para a ocasião do natal. Minha família tem tradição cristã, mas nunca fizemos nada de relevante nas comemorações do final do ano, se não fosse por alguns amigos, as viradas de ano não teria brilho algum.

Dias atrás, estava com alguns amigos no shopping Center Norte, ficamos rindo de uma cena: Uma mãe tirando foto do seu filho ao lado de um papai Noel de pelúcia, então eu comentei: A crise está tão grande de cortaram até o papai Noel. Um amigo completou: Temos que ficar feliz se não cortarem o Natal. E é verdade, o Lula afirmou que a crise seria uma marolinha. As montadoras de carros não podem validar tal afirmação frente aos estoques de dois meses que as mesmas têm, , as férias forçadas que elas estão dando para os seus funcionários, e os inúmeros feirões que as mesmas estão promovendo. Reparem nos comerciais: Têm montadores que estão dando bônus de até oito mil reais na aquisição de um carro zero, e financiando carro com taxa de juros zero.

Há dois meses fiz um comentário sobre o reflexo da crise americana, no comentário citei a bolha imobiliária que existe no mercado brasileiro. No texto deixei no ar a seguinte pergunta: Um apartamento no Tatuapé de três dormitórios, uma suíte, com sacada e área de lazer, realmente vale 300 mil reais? Hoje já podemos responder essa pergunta com mais propriedade. Nesses dois meses a crise se agravou. Temos um empreendimento em São Paulo de 180 mil que dá um carro zero na aquisição do apartamento, ou seja, o empreendimento não vale 180 mil, mas a empresa prefere “dar” um carro na aquisição, do que repassar a desvalorização para o mercado.

Em outros empreendimentos de menor valor podemos encontrar “brindes” como uma TV de plasma. Devemos aceitar tais brindes? Claro que não, temos que pagar o preço justo pelo imóvel, e não pegar um carro como desconto, pois, apartir do momento que botamos as mãos na chave, o carro desvaloriza mais de 10% e no final da história, teremos que pagar o carro e o imóvel com base no índice nacional da construção cível.


A crise já cancelou o natal, só nos resta à oficialização da informação por parte do governo, e o cancelamento do feriado nacional.

Fonte: Passageiro do Mundo
Por: Marcos Freitas

Dec 5

Está mais que provado que bunda, carro e futebol, são as três maiores paixões nacionais que temos no Brasil. Antigamente as mulheres não se manifestavam quanto a essas paixões, mas hoje é diferente: As mulheres comentam de forma pra lá de desinibidas sobra os dotes físicos masculinos, ou femininos, depende da orientação sexual da mulher; muitas mulheres entendem mais de carros do que muitos homens; e hoje em dia, mulheres estão se tornando torcedoras fanáticas.

Minha irmã é torcedora do São Paulo, adora futebol e vive falando de zona de rebaixamento, sobre quantos pontos faltam para tal time cair, e sobre algumas bolas foras de alguns jogadores. Minha sobrinha herdou o gosto da mãe, também torce para SPFC, e com apenas seis anos, já adora assistir um jogo de futebol. Tenho certeza que a Larissa é a filha que muitas mulheres que começaram o movimento feminista queriam ter, uma criança que já está crescendo em igualdade com os outros meninos na questão das paixões que movem o coração de quase todos os Brasileiros.

Quanto a tais paixões, eu não tão diferente. Gosto de bunda e carro, porém o futebol não me atrai, a não ser quando falamos de bunda e pernas no futebol… Nesse caso, fico enquadrado perfeitamente no triangulo da paixão nacional do Brasil. No livro “Como o Mundo Virou Gay?” de André Fisher, ele comenta em uma crônica sobre o fato de alguns gays fugirem a regra e serem apaixonados por futebol, é o caso dele. Há alguns anos, quando eu participada da Comunidade Cristã Nova Esperança (CCNE – Uma igreja freqüentada por gays), um amigo confidenciou-me que tinha vontade de montar um time de futebol gay, ele não conseguiu, não houve interesse, o que eu acho lamentável. O Brasil é o país do futebol, e não tem representatividade na Copa do Mundo de Futebol Gay.

Hoje quando cheguei à empresa, meu pai se antecipou para fechar o portão e acabou amassando o meu carro. Senti uma dor muito forte, parece que o portão ficou preso no meu coração e não no carro. Todos os homens da minha família (meu pai, meu cunhado e eu) têm ciúmes dos seus carros, antes mesmo de eu descer do carro, ele saiu o foi ver o que aconteceu, quando estava saindo do carro, ele já disse: Pode mandar num martelinho de ouro e mande fazer um polimento. Parece estranho, mas isso não basta. O Brasileiro gosta tanto de carro, que não quer que um estranho coloque suas mãos nele. Evitamos o dano ao máximo, para preservarmos o que mais amamos - depois de nossa família – sempre perto da gente.

Por: Marcos Freitas
Fonte: Passageiro do Mundo