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ENTREVISTAS - TOP DJ RODOLFO BRAVAT - SÃO PAULO - SP
Rodolfo Bravat é hoje uma marca que é referencia de boa música e pista lotada em São Paulo. Conhecido e respeitado em todo Brasil, a Ômega Hitz abre espaço e apresenta entrevista exclusiva com o Top DJ. Atualmente residente da Flexx em São Paulo, o belíssimo Dj nos conta como foi o início da carreira, seus projeto, a Brazilian Djs e tudo sobre umas das carreiras mais bem-sucedidas das pistas.

Por: Pedro Pitanga
www.omegahitz.com.br

OH - De onde surgiu o nome artístico Rodolfo Bravat?
R. B. - Bom, precisava de um sobrenome de impacto como qualquer outro artista de qualquer ramo. E andei procurando e achei "bravat", que é uma palavra em latim proveniente de "bravateador" que significa valente, destemido...e por ai vai! (risos)

OH - A marca Rodolfo Bravat hoje tem um peso e exerce muita influencia na cena nacional. Como você avalia esse peso? Você tem noção do que representa essa marca hoje para o público?
R. B. - Olha, eu não saberia avaliar como um peso ou marca, acho que seria muita prepotência da minha parte. Mas eu consigo avaliar pela resposta do público durante as minhas apresentações, pelos emails e mensagens que recebo, isso sim é gratificante e percebo que cada vez mais consigo agregar àqueles que curtem e gostam do meu trabalho.

OH - Como começou entrou nessa carreira?
R. B. - O início de tudo foi ha 3 anos atrás, praticamente, quando somente conhecia pessoas, personalidades e dj´s da noite paulistana, E uma dessas pessoas, o DJ Robson Mouse, foi quem me ajudou e me incentivou logo no início, abrindo uma grande oportunidade para começar uma carreira que hoje amo tanto.
OH - Desses 3 anos de história com as pistas, cite 3 nomes que foram fundamentais para seu êxito e seu crescimento frente ao público.

OH - Desses 3 anos de história com as pistas, cite 3 nomes que foram fundamentais para seu êxito e seu crescimento frente ao público.
R. B. - DJ Robson Mouse, Andre Bianchini e Rodrigo Zanardi

OH - Você trabalha diretamente com um público super exigente e por outro lado existe a pressão do mercado que escolhe as tendências musicais. Como balancear essa pressão de mercado e a pressão do público?
R. B. -
Penso da seguinte forma, tudo é um jogo. Você tem que saber onde colocar as peças e quais peças deverão entrar no jogo. É saber dosar o novo com o velho, o atual com o antigo, o que posso dizer que não é tarefa muito fácil não.

OH - Qual o maior público para o qual já se apresentou?
R.B. - Foi num Gay Day no Play Center em São Paulo, para quase 5.000 pessoas.

OH - De tudo que você atualmente toca, o que mais te chama atenção? Qual seu produtor, artista e musica favorita?
R.B. - Me chama atenção que grande parte dos meus sets são músicas de produtores nacionais. E isso vem me surpreendendo cada vez mais. Não existe um artista favorito, e sim vários, onde posso citar alguns nacionais: Mauro Mozart, Edson Pride, Fabio Lapetina, Love Groove... Agora a música você me pegou. Deixa essa resposta pra depois.

OH - De todas as cidades por onde você passou qual a que mais te chamou a atenção e qual a maior diferença do público paulistano com outros públicos?
R. B. - A que mais me chamou a atenção foi em Mossoró, no Rio Grande do Norte. rs! DJ tem que ser camaleão e eu pude constatar isso depois que voltei de lá. A diferença não está entre público paulistano e os outros, e sim em cada clube, tanto é que existem diferenças entre o mesmo público. Viva a "liberdade de escolha".

OH - Você já esteve no México, existe planos de retornar? E para outros países já existe algo em mente?
R.B. - Volto ao México ainda esse ano e tenho planos pra outros países também.

OH - E quais são esses países? Comparando o México com o Brasil, a vibe é diferente?
R.B. - Bom, depois que estiver tudo ok eu anuncio. Com relação à vibe, tocar para os mexicanos, eu posso dizer que é como tocar para os brasileiros, gostam de dançar, vibram a cada virada, gritam, enfim, aceitam as nossas músicas e o nosso estilo de som.

OH - Você tem vontade de um dia sair do mercado GLBT e passar para o mercado HT e qual a comparação que você faz entre esses dois públicos?
R.B. - Tenho essa vontade sim, tanto que já estou em contato com pessoas do ramo. Agora a comparação, só vou saber te responder assim que eu vivenciar e trabalhar com esse outro púbico.

OH - Ser gay te faz mais sensível a vibe que o público gay busca ou isso não interfere? E qual a sua opinião sobre os dj´s heteros que buscam o público gay para se promover?
R.B. - Acho que ser gay não interfere em ser mais ou menos sensível à vibe, isso vai da escolha de cada um, do seu estilo de som e que tipo de público o dj quer agregar. E em resposta à isso temos como exemplo excelentes profissionais como o DJ Vlad, DJ Robson Mouse, DJ Marcus Vinicius, DJ Mauro Mozart, DJ Junior Peron... Entre outros.

OH - Final de 2008 grandes Dj´s e produtores do Brasil se uniram e foi criada a Brazilian Dj´s. Como surgiu a idéia do projeto e o que de fato seria a Brazilian Dj´s?
R.B. - A princípio surgiu da união de amigos,e a partir daí, pela falta de organização e comunicação entre produtores e djs, que existe no meio GLS. Pensando na necessidade de profissionalizar cada vez mais o meio, e administrar carreiras promissoras que 8 amigos se juntaram para formar a Brazilian DJs, sendo eles: Robson Mouse (Blue Space SP), Junior Peron (Ultra Diesel SP), Rodrigo Borro (SoGo SP), Mauro Mozart (Josefine BH), Felipe Lira (Apple Mix RJ), Breno Barreto (Blue Space SP), a cantora Amannda e eu. (www.braziliandjs.com.br)

OH - Esse grupo já é fechado ou a inclusão de novos produtores e Dj´s podem acontecer? Existe algum projeto já existente com a marca Brazilian Djs?
R.B. - Não é fechado, e estamos estudando a entrada de alguns nomes. E como a agência é nova e recente, projetos ainda estão sendo planejados.

OH - Assim como a Ômega Hitz outras rádios voltada a noite e ao público Gay estão surgindo, isso faz com que o público cada vez mais conheça de musica. Qual sua opinião sobre esse novo mercado e qual a dica que você dá aos diretores e donos desses novos veículos gays?
R.B. - É muito bom ver o mercado musical se expandido. A dica é sempre buscar fazer o trabalho com muito profissionalismo e personalidade

OH - Que mensagem você deixaria para quem esta iniciando na carreira de DJ?
R.B. - Para quem busca um sonho, nunca desista, por mais que o caminho seja longo e cheio de contratempos. ESTUDE E PESQUISE, SEMPRE. E não seja mais um jukebox.

OH - Aos ouvintes da Ômega Hitz algo a dizer?
R.B. - MUsIC IS LIFE!

Clique Aqui e baixe o set mixado de Rodolfo Bravat...

 

 

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