
DJ & Produtor Gustavo Scorpio - Rio de Janeiro - RJ
Idade: 26 anos
Estilo: Club House
Tempo de Pista: 5 anos
Tempo de Produção: 3 anos
Site: www.djgustavoscorpio.com
Contato:
Cel.: (21) 8111-1384
Email:
info@djgustavoscorpio.com
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=38118475
Entrevista:
Por: Herison Plazzi
OH.: De começo, vamos direto ao grande mistério. Porquê Gustavo Scorpio?
Gustavo S. - Bom, ha
muito tempo eu freqüentava canais de bate papo IRC na
internet e meu nickname era Scorpio por causa do meu
signo, Escorpião. Acho que tenho muitas das
características atribuídas a ele portanto seria um bom
cartão de visitas. Depois disso quando me tornei DJ
resolvi usar o mesmo nome porque assim as pessoas que
me conheciam já associariam a mim este nome. O Gustavo
veio na frente depois para não criar confusão com
outros DJ Scorpio que existem pelo mundo.
OH.: Por trás do Gustavo Scorpio DJ & Produtor,
existe uma outra profissão?
Gustavo S. - Sim,
existe uma faculdade de psicologia, que já está no
sexto período. Futuramente essa será a minha
profissão, dentro de um consultório ou de uma empresa
prestando consultoria, mas isto não quer dizer que eu
largarei a música. Eu tenho certeza que posso
conciliar as duas coisas como muitos outros grandes
DJs tem outras profissões durante a semana.
OH.: Como surgiu essa paixão pela profissão de DJ?
Gustavo S. - Comecei a
baixar músicas apenas por curiosidade e como grande
fã. Quando descobri a noite comecei a me dirigir ao
circuito alternativo e às raves. Por mais que eu
gostasse de vários estilos de música eletrônica e
ouvisse muito Trance, na época eu ainda não havia me
encontrado realmente em uma vertente. De repente eu
comecei, por indicação de amigos, a freqüentar o Cine
Ideal que na época contava com Dudu Márquez e logo
depois entrou Fernando Braga (o grande responsável por
eu ter me tornado DJ sem ele sequer me conhecer).
Deste momento em diante eu me apaixonei
especificamente por aquele som, o House Tribal, e
sabia que tinha me encontrado. Comecei a pesquisar
esse tipo de música apenas como colecionador, até que
em 2004 a paixão falou mais alto e eu resolvi fazer um
curso para aprender a tocar. O que era curiosidade
virou hobbie e hoje em dia é profissão.
OH.: E como foi a vontade de querer produzir?
Gustavo S. - Eu como
grande fã de músicas antigas, achei que alguns
sucessos mereciam uma nova leitura e a partir disso
comecei a pesquisar como fazê-lo. Desde criança eu
sempre fiz cursos de música, tenho algumas noções de
teclado e de harmonia, juntando tudo isso eu acabei me
interessando em fazer as músicas para tocar e ter um
diferencial no set. Ouvindo as músicas de grandes
produtores eu tinha certeza de que também poderia
fazer trabalhos semelhantes com músicas que eu
gostava. Num mercado concorridíssimo como o do Rio de
Janeiro, certamente foi algo que me abriu muitas
portas. Mas é bom que fique claro que Eu sou
terminantemente contra essa idéia de que é
indispensável para um DJ ser produtor.
OH.: Você se espelha em algum DJ?
Gustavo S. - Eu ouço
muitos produtores e aproveito o que eles tem de bom
nas músicas e adapto ao meu estilo. Eu estou sempre
mudando a forma com que eu produzo e as influências
que utilizo nas minhas produções, detestaria ser
rotulado. Mas meu ídolo incontestavelmente é o DJ
Ralphi Rosario. Com o estilo alegre que ele tem, cada
música dele é uma inspiração para mim. Eu adoro o som
melódico, alegre, com menos batida e mais instrumentos
de harmonia. Quem conhece minhas músicas percebe
claramente isso.
OH.: Com três anos produzindo músicas que levam o
público GLBT ao delírio, de todas as produções, qual
te deixou mais emocionado em ver o público delirando e
sentindo realmente, o toque das batidas?
Gustavo S. - Posso
citar a música que foi o maior boom na minha carreira
que foi BAILANDO. Foi uma produção totalmente minha,
sem vocais (o que torna a música muito mais
irreconhecível) e que mesmo assim ficou conhecida até
fora do país. É muito emocionante ver as pessoas
gritando, assoviando no início da música ou pedindo
pra que eu toque. Há pouco tempo eu também lancei um
remix para Rehab (da Amy Whinehouse) de uma forma
totalmente despretensiosa que acabou me levando pra
tocar em outras cidades do país devido ao sucesso.
OH.: Como foi a conquista da residência para a R:evolution?
Gustavo S. - Foi uma
grande conquista, talvez uma das maiores da minha
carreira até hoje e que me trouxe uma enorme
responsabilidade. O mercado de DJs no Rio sempre foi
muito fechado e os produtores têm resistência em
lançar os desconhecidos. Rosane Amaral estava com
dificuldade já que os DJs estavam sendo contratados e
impedidos de tocar em outras festas. Mais para o fim
de 2007 eu tive um contato maior com o DJ Flavio Lima
que pediu um set meu e enviou à Rosane. Como ela mesma
me disse, aquele set "tinha algo de diferente" e
seguindo a sua tradição de descobrir e apostar em
gente nova ela me convidou para tocar nas suas festas,
gostou e me chamou para integrar sua equipe. Acho que
eu estava no momento certo, na hora certa, no lugar
certo. Em pouco tempo de festa eu já aprendi muito e a
cada festa aprendo mais.
OH.: Sabemos que Gustavo Scorpio é um nome
fortissímo no RJ, e hiper conhecído pelo Brasil,
devido as suas megas produções. Para você, o que é ser
o Gustavo Scorpio hoje?
Gustavo S. - Pra mim
sempre vai ser o que sempre foi. Um cara quieto que
ainda não sabe lidar direito com a fama e que prefere
não falar, mas deixar que a música fale. Um cara que
está nessa profissão porque ama a música e ama ver as
pessoas se divertindo com a música. Um cara que
trabalhou muito pra estar onde está e começa a ter o
seu reconhecimento por isso, mas que continua
trabalhando. Um cara que mesmo estando com a carreira
em ascensão não quer parar de renovar a sua
sonoridade. Um cara que tem a plena consciência de que
nada começou de um dia pro outro, nada foi por acaso.
Um cara que há alguns anos tocava pra ele mesmo ouvir
e agora vai levar o nome do Brasil para o exterior. Um
cara cuja vontade de crescer continua a mesma. A única
diferença do Gustavo do começo pro de agora é que o
meu trabalho atinge mais pessoas, eu falo com mais
pessoas sem dizer uma palavra, o que me dá novas
possibilidades e responsabilidades.
OH.: E por trás de todas as pick-ups, existem
sempre uma pessoa comum. Que tem robby, manías, e
outros. Nos conte como é o seu dia-a-dia?
Gustavo S. - Estou no 6o período da faculdade de psicologia, durante a semana estudo todos os dias de manhã e atendo alguns pacientes na faculdade. A tarde tenho que tratar da saúde e da imagem na academia. Mais a noite divido meu tempo entre pesquisar música e produzir. Antes de dormir sempre pego algum livro pra ler até chegar o sono. Nos fins de semana dou mais atenção aos amigos e ao namorado. Não sou muito de praia, gosto mais de programas culturais como cinema, teatro e exposições, todas as formas de arte sempre estão envolvidas em minha vida. Quando não estou tocando freqüento alguns clubes e festas para prestigiar os amigos DJs e saber o que anda sendo tocado, festa pra mim nunca é totalmente divertimento, sempre tem um pouco de trabalho, acho que é mal de DJ.
OH.: Com cinco anos de pista, hoje você ainda sente
ansiedade em querer tocar? Nervosismo?
Gustavo S. - Ainda bem
que sinto e muito! Isso faz parte do tesão em tocar.
Subir no palco só pra soltar o óbvio e “cumprir
tabela” não é comigo. Você naquele momento é o único
responsável pela energia de centenas ou até milhares
de pessoas. É uma adrenalina que vicia. Eu quero fazer
o diferente, emocionar e surpreender as pessoas e para
isso eu arrisco muito nos meus sets. Arriscar
significa ser bem recebido em alguns momentos e em
outros não. Mas pelo andar da minha carreira parece
que a receptividade tem sido positiva.
OH.: E nesses anos, fazendo as pistas brasileiras
ferverem, quais foram as baladas que mais te marcaram?
Gustavo S. - A The
Original Brazilian Pool Party na 6ª feira santa deste
ano. Uma festa que estava com previsão de ficar vazia,
deu muita gente e meu set foi até mais tarde o que me
permitiu tocar pra um público maior e uma pista bem
fervida. E nessa festa o momento mais especial foi o
lançamento do meu remix para a música “Amigos para
Sempre”. Ver o público se abraçando lá de cima do
palco junto com uma linda queima de fogos é uma
lembrança que me arrepia até hoje.
OH.: Cite algumas casas, na qual já tocou.
Gustavo S. - Le Boy,
Cine Ideal e Bunker no RJ, Flexx e The Club em SP,
Miss Pig em MG, Move no ES.
OH.: Que mensagem você deixaria para quem esta
iniciando a carreira de DJ?
Gustavo S. -
Lembrem-se que o lugar que você ocupa hoje, já foi
ocupado por mim, por Peter Rauhofer, Tiësto, Paul Van
Dyk, Armin Van Buuren e todos os outros. Todos
começaram arrancando os cabelos com aquele monte de
botões e atropelando uma música por cima da outra. O
que diferencia um do outro é a dedicação com que fazem
o seu trabalho. Nenhum deles parou de inovar e de se
reinventar até hoje assim como eu a cada dia aprendo
mais e mais. Não se contentem em ser apenas “tocadores
de música”, façam a sua arte, expressem sentimento,
façam o seu set ser algo particular e especial sempre.
OH.: E para os ouvintes da Ômega Hitz?
Gustavo S. - Eu sempre tento passar para o público dois princípios: o primeiro é de aceitação do novo. Ao invés de ir pra ouvir o DJ tocar aquilo que já tem no seu iPod, dê uma chance ao novo, deixe o DJ surpreender você! O segundo é pra que comecemos a dar valor ao que temos aqui no país e que não deixa nada a desejar aos estrangeiros que já começam a prestar reverência ao nosso trabalho. De incentivo ao DJ que você ouve e gosta, a gente precisa desse retorno de vocês, é pra isso que a gente está lá! Fora isso se joguem e mantenham a música eletrônica viva e acesa dentro de vocês! Nos vemos na pista !




